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quinta-feira, agosto 02, 2012

Depois de uma viagem para dentro

Fui à Índia, saí de madrugada e depois de um voo de menos de 45 minutos eu estava lá. Eu conheci mais sobre a Índia em Salvador num fim de semana do que tudo que eu já li que o Google me direcionou. E foi pura entrega, foi incrível. Eu dava, recebia e me sentia inteira e sem lacunas novamente. Li, ouvi, vi, comi e bebi chá boa parte do tempo. Calma e vivendo tudo num mundo muito sutil. Fui a Salvador encontrar-me, eu já era aquela que foi lá, só que lá eu gostava de ser. 
Sei mais um bando de coisas sobre mim, esqueci o medo e vivenciei coisas incríveis. Não senti falta, saudades, angústia, vazio. Nada disso. Senti uma volta ao útero e uma outra oportunidade de estar no cuidado de gente de confiança. Tudo passou a se encaixar e fazer um sentido enorme e eu me calei e ouvi coisas valiosas. Quis chorar de alegria, mas é que anda difícil chorar até por tristeza. E tudo bem também. Tudo certo. Porque eu ouvi muito que tudo estava no lugar certo, se comportando do jeito certo porque os processos tem os seus momentos. E eu baixinho agradeci a vida por ter chegado tão longe. Pensei em mim, nas minhas coisas, nos meus dias sem ansiedade, sem angústia, porque lá estava tudo bem. Tudo certo. E eu precisava muito de uns dias como aqueles. 
Precisava muito daquela viagem, até mesmo dos pensamentos que rodopiavam a minha cabeça na volta foram necessários. E só por causa dessa experiência talvez eu esteja lidando com as coisas dessa forma tão positiva. Porque eu tinha esquecido o otimismo. Porque eu estava desacreditando muito e pensando só na tal semente que é pura vida e simboliza tudo. E lá de repente vendo aquelas pessoas, ouvindo aquelas histórias eu me dei conta que elas eram também produto da semente e aquilo me encheu de otimismo e fé. Caramba, fé depois de tanto tempo. 
Fui ali em Salvador conhecer uma casa que tinha passagem direta para Índia e gostei muito do que vi e vivi lá. Fui também tratar de dores antigas e angústia. Fui lembrar da minha pequenez e admirar a grandeza da semente. Era puro aqui e agora. Era incrível.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Sobre o novo jeito de viver. Querendo ser a Leila Diniz

Vivi coisas esses dias que ainda estou digerindo. Um viagem de férias, uma viagem dentro de mim. Conheci pessoas e lugares que me encaminharam a uma releitura da vida. E eu menina-mulher em construção que sou, acabei ficando sem palavras. Mesmo que isso seja a única coisa que eu tenho. Corrigindo, não que esteja literalmente sem palavras, mas é que elas estão trabalhando em outra coisa agora. Estou recompondo, vendo nascer um jeito lindo e novinho em folha de sentir e dizer. Eu que estava farta do de sempre, hoje me permito pensar em outras coisas.
Há mil por hora minha mente vaga procurando verdades, desmentido coisas, destruindo certezas. E confesso que em alguns momentos, entre um crise de pânico e outra, eu me perdi por completo. Eu precisei desesperadamente de um cigarro, uns goles rum, é poucas palavras. Eu precisei dormir um dia inteiro como nunca fiz na vida. Precisei gritar e assustar pessoas. Estava sentindo sem controle, tinha palavras furando a carne, sentimentos revirados e uma ressaca de viver enorme. Precisei jogar cartas noites inteiras. Precisei pensar em sexo, falar de sexo, imaginar sexo, sem fazê-lo. Me apaixonei racionalmente como há muito tempo não fazia. Sentada num cadeira na varanda deixando o tempo passar. Comprei um relógio, e comecei a deter segundos.
Comi jujubas compulsivamente. Comi tudo compulsivamente. Fiz compulsivamente. E tive calma por mais paradoxo que isso possa parecer. Decidi coisas, revisitei memórias. E desde então quando estou entre pessoas só observo. Quando estou só, me concentro. A hiperatividade que se foda, eu quero viver um pouquinho sobre o meu controle.
Quero questionar algumas verdades absolutas e se elas não forem muito boas, desistir delas. Sem medo de ser punida. Sem falsa fé. Romper é o que eu pretendo. Mesmo que isso possa me levar ao pó. Romper é o meu novo desejo. Chega de procuras vazias. Escrever sobre a vida será minha nova meta e é por isso que eu vou acordar todos dias daqui pra frente.

segunda-feira, junho 27, 2011

Precisa-se.

Como posso sentir saudades do que não vivi, nem vi acontecer? Como me prender a planos e sonhos de tantos anos atrás? A vida é feita de fases não é? Então me diz em que fase me encontro? Estou com medo de parar de ver o lado bom do presente e começar a viver de passado, pior, passado que não existiu. Futuro desejado, planejado, porém não concretizado, ou seja, também inexistente.
O que eu tenho? Além do presente e do ausente? O que sou além de sonho e dúvida? Para onde ir se não consegui escolher o caminho ainda?
Olhos nos olhos, conversa baixinha, segredos, sonhos, planos, amor, carinho, leveza, afeto que escapa pelos poros, estou precisando de doses cavalares de tudo isso. Doses que substituam o frontal e o tilex de outrora. Quero sanar a dor com amor, dá pra ser?
Franco, honesto, sem reservas.
SEM RESERVAS, prometo. Torço para que eu consiga e se você puder torce por mim também que eu estou precisando.

Demostração de afeto na veia, now.

sábado, março 26, 2011

Analisando.

Eu sou uma pessoa boa. Não ignore o que eu digo, eu sou um pessoa boa. Simplesmente acate. Eu sou uma pessoa estranha. Não questione. Eu sou, deixe-me ao menos simplesmente ser.
Espero sentir, perceber, ver o amor em tudo, em todos. Suporto qualquer migalha e em qualquer esquina menos a ausência. As vezes eu sinto a ausência do amor, do afeto, da força que atraí as pessoas. E sinto um afastamento veloz e silencioso, pessoas indo, indo, não as incomode um dia elas hão de ir mesmo. Quanto mais consciente forem menos dolorido será.
Penso que as vezes sou um iceberg se separando do continente, almejando distâncias, um iceberg que sonha (já sonhou e quem sabe voltará a sonhar) viver a deriva, sem ter que manter relações com o continente, o continente é frio e opressivo, e grudado no continente eu só sou parte e nunca ser.
Queria não compreender, devanear tanto sobre as coisas. Quando pequena eu queria o contrário. Não sei mais muito bem o que eu quero, além de só ser.
Quero sentir que há uma ligação, ver os nós que juntam as vidas, quero vê-las entrelaçadas. As vezes abro os olhos devagarinho pra ninguém perceber que ando duvidando e vejo com a rabeta dos olhos o enlace se desfazendo, bem devagar, e tenho medo, de um dia sem querer ver a vida definitivamente desenlaçada, como um balão cheio de hélio voando por ai.

mas se assim for, assim será.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Tenho um milhão de coisas pra conquistar e eu não posso ficar aqui parada.

Tenho vontade de aprender tanta coisa que ainda não sei e não tenho a mínima ideia se consigo mesmo aprender essas coisas. E daí? Eu tenho um mundo inteiro baby, depois de você e de suas crises melodramáticas, tenho o mundo inteiro. Tenho tantas pessoas e coisas a conhecer, tantos sabores a provar.
Um mundo que se remonta todos os dias diante dos meus olhos, do lado de fora do meu apartamento minúsculo entulhado de livros e histórias loucas do passado, sonhos pro futuro e um amor de muitas vidas, o meu companheiro amigo-urso. Eu hoje conheço o prazer de dividir-confundir a minha vida com tantas coisas e pessoas, entendo que não possuo ninguém e compreender isso é revelador para um bando de coisa que eu ainda pretendo na vida. E eu pretendo tanta coisa... Não faz ideia.
Infelizmente eu ainda não perdi essa mania besta de escrever sobre isso, sobre esse nós rasgado e sujo, que hoje é tão alheio a você como a cotação do dólar é a mim. Eu te aceito, ou melhor, não te esqueço, não te deixo ir embora porque mesmo sem ter ido definitivamente já me faz a maior falta. E você? Onde está no meio disso que vivemos e vivo? Você simplesmente não está. Se é que já esteve além do corpo presente, uma noite e outra e algumas meias verdades. Mania que eu vou tirar de mim um dia. Porque eu já disse pretendo viver umas outras coisas que estão por aí só aguardando esse espaço que você ocupa e não cuida, não trata e que se depender de você morre. Mas esse você em mim independe de você e é só por isso que existe.
Quero andar de bicicleta por aí sem me preocupar, quero tecer novos planos, organizar as ideias, continuo querendo gritar de dor-de-mundo, ler, ouvir, crer e há tão pouco tempo para fazer tudo isso. Mas eu quero, de algo jeito meio louco, eu vou fazer algumas ou todas essas coisas, no meu tempo, do meu jeito porque você não existe mais, porque você já está de dias contados a muito tempo, você vai de vez. Vai sim.
Até a saudade vai junto. Mesmo que da boca para fora.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Sobre o que me compõe

Entendi depois de muito tempo que nem todo amor tem que ser vivido até o osso. Que alguns amores podem ser guardados, e até ficam melhores com tempo, desde que de vez em quando você o visite. Porque sempre tive problemas para distanciar-me, tornar-me inatingível ao encantamento que comove nos olhos dos que merecem amor. Sempre amei aos montes, mesmo ouvindo que isso não era possível. Que não haveria espaço dentro de mim para tanto. Consegui provar para mim mesma que eu posso alojar todo o amor que existe em mim nos meus cantos, mesmo que as vezes se misture com minhas entranhas, que eu me confunda um pouco com os espaços vazios que ainda existem. Mesmo que um dia eu me torne só amor, eu corro o risco e amontoou.
Amontoou pessoas, histórias, ex-namorados, irmãos, amigos e até um pouquinho mais, palavras, músicas, autores e livros. Amo a ideia de ser caixa vazia, de não possuir divisórias e poder suportar qualquer tamanho. Qualquer entrega. Quero continuar defendendo com atitudes e gestos - sutis-ou não - que o amor pode ser redimensionado.
Que o amor para ser vivido tem que ser compreendido em sua essência e tudo começa com o respeito. O respeito é a base de qualquer tipo de amor - mesmo que seja clichê é a grande verdade - que o amor redimensionado pode ser remédio para curar passado doído, pode ser alicerce pro futuro desconhecido. O amor nunca é à toa. O amado da gente (seja o que/quem for) é pra sempre da gente, daquele jeitinho particular que a gente criou, internalizou e desejou que fosse. Porque também há essa possibilidade: de o amor não ser o que a gente vê. Não é obrigação do outro, nem nós mesmos podemos ser coagidos a tornarmo-nos o que o outro espera da gente.
O amor veem dentro de um caminhão desenfreado, ou da sutileza da brisa da primavera e nunca do que a gente espera. Do que nós pensamos que o diferencia. O amor é alheio e ainda sim parte de nós de uma maneira inexplicavelmente intensa.
Não sei explicar como todas essas pessoas e coisas tão especiais e significativas vivem amontoadas dentro de mim, da mesma maneira que eu não saberia explicar porque não consigo viver sem todas elas. O amor guardado, o amor vivido até o osso, o amor de irmão, o amor interrompido, o redimensionado, todos eles se fundem e me compõem. Eu sou o amor, o resto são só ossos e entranhas. E claro, eu só existo sendo palavra mais aí é outra história.

quinta-feira, março 11, 2010

Sobre o pseudorelacionamento com o menino-bobo-dos-sonhos ou Vivendo e aprendendo a jogar

Uma vez eu conheci um cara, amigo dos amigos de anos, no lugar de sempre. Mas naquele dia ele era diferente, como se nunca eu estivesse ido lá, visto aquelas pessoas e sentido aquelas coisas. Porque quando eu me iludo, dou um olê em mim mesma. Porque quando eu começo achar alguma coisa, eu devaneio.
Então aquele menino com cara de sujo, de poucos amigos e esquisitão, ficou tão lindo refletindo nos meus olhos e tudo que deveria ter feito com que em me afastasse acabou virando charme. E uns amigos diziam, não se mete com ele, ele é mais problématico que você. E eu quase suspirava alto.
Eu sonhei dias, noites, muito muito tempo com ele. E se dividi horas com ele foi muito. Claro que pra mim foram eternas, claro que eu via estrelas no céu, parecia feriado, festa na praça central era o que eu queria sentir. E era o que sentia.
Eu amei sozinha, achei que nunca mais aquelas lembranças se tornariam brandas, eu que nunca consegui gravar muito dos outros tinha a imagem dele tatuada na minha retina. Como esse amor não correspondido me ensinou. Muito mais que os vividos intensamente antes dele. Lições para a vida toda.
Aprendi que o amor nasce em mim, pode crescer e enraizar no outro ou não. Que ninguém é obrigado a amar o outro por pena. Que mesmo que o encontro seja lindo e pareça final de filme de sessão da tarde o outro alguém pode não se comover como você. E o principal, aprendi que a felicidade não depende da realização de um sonho lindo de amor-eterno-com-um-desconhecido-bem-posicionado, a felicidade a dois surge depois que a pessoa envolvida e conhecida, internalizada, compreendida e respeitada. E na minha relação com esse menino-bobo-dos-sonhos nunca existiu respeito.
Demorou muito pr'eu poder visualizar esse pseudorelacionamento desse modo. Precisei de experiências concretas que derrubaram aquelas paredes tão fortes que eu crie em volta dele. De alguém que trouxesse algumas sementes e plantasse um imenso e lindo jardim.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Prefiro não rotular

Eu tinha o que alguns chamam de amizade perfeita. Eu prefiro chamar de completude. Graças a uma força maior que desconheço, tenho algumas amizades perfeitas parecidas com essa que perdi, porém, nenhuma dessas me faz sentir menos a falta que ela me faz. Quais os motivos para o fim? A sociedade. Estranho né? Mas nesse caso foi. Essa mania besta que as pessoas tem de generalizar para achar o nome certo para as coisas, levou meu amigo embora. Quero deixar bem claro que eu nunca - principalmente agora depois que ele se foi - eu nunca tentei achar um nome para o que a gente tinha. Porque qualquer palavra já existente não caberia para o que tinhamos, nem se eu inventasse uma nova palavra para conceituar, ela ainda não diria tudo que essa amizade me disse com: troca de olhares, cumplicidade, amor (porque não dizer?), sinceridade e aquela magia que liga pessoas por aí - todos os dias que ela existiu. Eu tinha um amigo (um ex-namorado muito próximo e meio estranho como preferiram rotular) mas ele foi embora. Mudou-se da minha vida, da vida que a gente dividia quando estavamos juntos, para um outro lugar provavelmente sem o mesmo brilho que eu não sei onde é. Eu tinha um amigo cheio de defeitos; cheio de manias que me enlouqueciam, de cobranças sem lógica e ciúmes de irmão que me fez perder a cabeça e discutir feio várias vezes, mas nunca em nenhuma de nossas conversas acalorodas me fez esquecer o carinho sem pedidos, daquele abraço de urso, do ouvido que adorava minhas abobrinhas - e o mais incrível, que entendia todas elas - que só ele tinha. Das conversas da madrugada, dos passeios não programados de qualquer hora, das risadas e daquela cumplicidade que nem se comenta. Sim ele tinha defeitos que me enlouqueciam e me faziam gostar mais ainda deste "não-saber-porque-tanto-gostar-de-alguém-tão-irritante" que me deixava maravilhada em todos os dias. Mas esse meu amigo não quer mais dividir coisas comigo. Porque em algum momento que eu não sei bem precisar, eu ou ele, até os dois, ficamos meio assustados com a pressão do mundo com suas nomeclaturas e talvez tenhamos desistido. De quê? De defender o direito de amar e ainda sim não ter necessidade sexual alguma pelo outro. Como em o conto Os sobreviventes de Caio Fernando Abreu, nós tentamos algo mais a algum tempo atrás e não era bem isso que a gente precisava pra ficar junto. Faço-me clara? Nós só queriamos viver, compartilhando momentos algumas vezes, nos divertindo como amigas mulheres "não lésbicas" fazem. Ter o direito de não ouvir piadinhas, indiretas e até broncas mesmo de quem nem tem noção como amizade perfeita pode ser. Mas infelizmente nessa vida, essa minha alma-irmã tão querida e eu desistimos por puro cansaço de lutar contra essa tortura cultural desumana de rotular tudo e todos sempre. E olha que eu não fujo de briga.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Sobre os meus ex-namorados e eternos amigos. Sim eu sou amiga dos meus!

Estou procurando um bom título para esse post, espero que pelo menos até que eu o acabe encontre.
Tive - para algumas pessoas - muitos namorados, para mim, só o que era necessário ter. Todos eles são muito meus amigos, e eu os adoro. Sim, eu adoro os meus ex! Mesmo depois das brigas. Eu converso com eles, saiu com eles quando dá, aconselho e torço muito pela vida deles e eles pela minha. Estranho? Eu não acho, pelo contrário acho que não preservar a amizade é que é bem louco. Claro que alguns namoros realmente acabam muito mal e existem mesmo algum motivos que podem melar a amizade. No meu caso, aconteceram algumas vezes coisas ruins, que me decepcionaram muito, mas eu preferi encarar do melhor jeito. É, tá aí um campo da minha vida em que sou otimista.
Preferi conversar, ouvir, tentar entender e só terminar sempre que qualquer passo mais adiante acabe a amizade de vez. Prefiro que a amizade, o companheirismo e o amor permaneça. E é por isso que eu ainda os amo muito. Claro que o tipo de amor muda, mas não o interesse pelo bem estar, pela companhia e a cumplicidade. Alguns dos meus ex são as minhas ilhas, alguns deles são simplesmente o melhor lugar para entender algum problema, para chorar alguma mágoa ou para morrer de rir depois da maior merda inevitavelmente feita. São concerteza os melhores amigos para as melhores e piores horas.
Claro que isso confunde algumas pessoas um pouco, inclusive as suas respectivas namoradas (as vezes bastante ciumentas). Mas a gente acaba tirando de letra, porque é meio que impossível não acreditar numa amizade sem pretextos e meias verdades vinda da gente. E isso de ser boa e velha amiga dos ex é muito bom, porque mesmo o que foi mal acabado, perdido, dolorido e sofrido pra cacete se transforma num outro motivo pra fazer dar certo, pelo menos a amizade. Vira vontade de passar por cima e entender o que antes era impossível absorver, digerir, acompanhar, respeitar e principalmente aceitar.
Assim não apago com borracha ninguém da minha vida, até porque NÃO SE APAGA NINGUÉM DE VIDA ALGUMA, não preciso mentir pra mim internalizando o "desamor" e vivo sabendo que não passei por cima de nenhum sentimento bom, nenhum amor, mesmo o mais bobinho e imaturo porque concerteza todos eles me ajudaram a ser a pessoa que sou, ensinaram a tomar as atitudes que tomo e a viver o amor nessa atual relação como vivo. Sem cobranças inalcançáveis, com liberdade, com cumplicidade e respeito.
Sim, até o meu primeiro namorinho de portão faz parte desse meu casamento atual.

domingo, novembro 01, 2009

Sei lá se o que me deu foi dado, sei lá se o que me deu já é meu...*

E bum! Como se naquele exato momento tudo fizesse um sentido enorme a tempos, numa noite de insônia qualquer ouvindo as músicas deprê de sempre encontrei o que não me deixava entender o óbvio. É que eu ainda tenho algumas barreiras antigas, mas naquela noite, sim, aquela noite eram quase 4 da manhã, o teatro mágico ao fundo e eu entendi que não foi você que me deu esses meus rumpantes otimistas, o meu jeito bobo de fumar sentada na varanda vendo a madrugada passar me sentido a mais estranha das estranhas criaturas. Não, eu sempre fui assim mesmo antes de você, eu sempre fui a mais estranha das estranhas criaturas. E a única coisas que você fez foi me dar a possibilidade de ver isso em mim, dividir isso com você.
Porque o que eu achei que você tinha me dado já era meu, e agora eu estou muito mais tranquila por não te ter mais por perto, e finalmente entendi que não era você que me transformava nisso que eu tanto gosto de ser, era eu.

*teatro mágico.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Sobre a minha dependência.

Sempre gostei de sair sozinha, ir ao cinema sozinha, e todas essas coisas que todo mundo gosta de fazer junto. Desde pequena já era capaz de avaliar os motivos (digo, interesses) que faziam as pessoas ficarem próximas a mim. E houve até uma época em que eu aceitei aquela relação parasita, por pura necessidade era como se eu pagasse pra uma coleguinha sair comigo, dormir na minha casa, assistir tv e dançar junto, toda criança precisa de companhia né não? Mas um tempo depois cansei daquilo, fiquei enojada mesmo, e tirei todo mundo da rota.
Comecei a brincar sozinha e não era tão ruim, sair sozinha e voltar até contente, e assim acabei acreditando que era independente. Tola. Como se a solidão fosse me dar isso, mas foi essa a definição de independência que a minha mãe me deu. "Ser independente filha é não ter ninguém pra dar satisfações ou para ter que ceder". Veio o mundo e as mudanças e quebraram minhas pernas de garota-independente-de-meia-tigela.
Mudei de escola, e troquei de casco, mais ou menos como um caracol. E eu acredito que foi aí que tudo mudou. Conheci pessoas, me apaixonei por elas, suas ideias e seus ideais, e eles se tornaram amigos, daquele tipo que eu não conhecia dos que furam a carne da gente e se instalam. Daqueles que a gente acaba amando tanto que até doí. Eu tive/tenho amigos assim. E eles eram bem diferentes dos meus amigos de menina, não estavam a fim de dinheiro ou brinquedos, estavam a fim de dividir a vida e os sonhos comigo, em partes iguais. E aí dentro das definições da minha mãe, descobri o que era ser dependente, e eu era.
Dependia e ainda dependo de alguns daqueles amores muito, muito do que sou se deve aqueles momentos intensos e eternos que vivemos. E mesmo que a minha mãe inundada de todo seu rancor a vida pelo que aconteceu com ela, me diga, que ser dependente é ruim, que faz mal, que não é certo e chega até ser burro. Mesmo assim, eu fui, eu sou e eu continuarem sendo dependente daquilo que vale a pena ser, como sou daqueles amigos.

*Esse foi um dos temas do blog que tenho com uns amigos, para saber mais acesse: http://tudoetodosaomesmotempoagora.blogspot.com

terça-feira, setembro 15, 2009

saí de cartaz.

É o que acontece no fim da temporada. Não foi isso que tivemos, uma temporada?
Se o texto fosse bom, se os atores tivessem química e a produção fosse competente, até dava pra estender um pouco mais. Mas não foi o que aconteceu, não é mesmo? Puro improviso, sem texto, personagens despreparados sem nenhum ensaio, sem produção ou verbas.
A vida é mesmo assim. E o segundo encontro das nossas vidas não seria diferente. Estavamos por nossa conta. Tinhamos tanto... (pelo menos pra mim - o suficiente), tantos sentimentos a serem trabalhados. Eu acabar te conhecendo mais, você ia entender meus devaneios e a gente ia acabar conhecendo uma outra eu, um outro você.
E onde fomos parar? Você não investiu em nós. Isso mesmo, você não acreditou que essa amizade era possível. E para fugir me tirou de cartaz, cancelou a temporada. E eu ainda estou me equilibrando depois do golpe. Estou tentando achar um meio, focalizar um bom sentimento, algum bom momento nosso. Estou tentando guardar o que há de bom em você, do mesmo jeito que fiz na primeira vez, na verdade, na mesma caixa. E essa será a última vez que entulharei a sua caixa em mim, essa foi a última vez que eu quis que você estivesse perto e dividisse coisas comigo.
"E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena".

domingo, setembro 06, 2009

Deixo você ir...

Aqui sentada depois de ter vegetado o domingo todo. Sinto que aquela menina-mulher sorridente não está em casa. Será que ela saiu abandonando-me aqui num domingo qualquer sozinha? Entro na net leio todos os blog de sempre, os sites de sempre, as pessoas e suas vidas de sempre. Procuro um papo bom, um amigo também depressivo numa tarde de domingo pronto para um papo no msn a quilômetros de distância. Ninguém. Só eu mesma pra tirar folga de mim no domingo.
Eu andei abandonando pessoas e relações, queridas e intensas. Eu precisei abandoná-las por mim, por elas. Antes que tudo desse errado, antes que tudo deixasse de ser. Espero que entendam. Por mais que eu não quisesse, e eu não queria mesmo, eu tinha que fazer isso. E fiz e estou sofrendo as consequências disso. Sinto saudades... De algumas vozes ao telefone, de algumas visitas e pitadas de amor aqui e ali.
Mas infelizmente só o meu amor era puro o suficiente. Só o meu amor no fim de tudo existia. E novamente me dou conta que só existia do jeito que eu sentia para mim. Como uma criança que sai de casa aos 11 anos é sequestrada, tem duas filhas com o sequestrador e é libertada 18 anos depois (li reportagens demais hoje) após ter constituído "uma família" e até "afeto". Para o resto do mundo foi tortura, crime e violência, para ela e para as meninas já perdeu essa conotação.
Para mim também é quase isso (em outras proporções é claro) há quem dia que é joguinho, manipulação das boas, que é errado, que não vai dar noutra. Porém, para mim, são amigos que amo que vão embora, amigos que sinto saudades, pessoas que eu adoraria manter por perto por causa do "afeto" da "relação" que tinhamos. Eu nunca soube lidar muito bem com essa coisa de distanciamento. Pra mim sempre foi, olho no olho, dedo na cara quando necessário, um bate boca aqui e ali, conversas intermináveis, abraço e risadinha boba dias depois.
Mas eu cresci não foi? Tenho que começar a agir como um adulto bobo que é incapaz de resolver problemas e por isso foge deles.

obs: não generalizo.

sexta-feira, agosto 07, 2009

A vida é isso mesmo não é? O que sempre esteve na minha cara e hoje se revela aos pouquinhos. É assim mesmo, existe o que se quer e o que se pode ter. Existe o sonho da gente e a realidade que a gente vive. Existem as relações que a gente acha que tem e as relações que a gente tem de verdade.
Existe o que poderia ser e o que é. Simples assim, e não adianta, tentar mudar, continuar sonhando, escrever sobre, convencer pessoas, criar palavra de ordem, ler livros, rever amigos, arrumar novos, tentar se explicar, porque as coisas são simplesmente como são.
E não adianta gritar por aí como tenho feito "estou seguindo sem fé alguma! Eu estou cansada..." ninguém vai me levar pr'um lugar bonito e feliz, ou até mesmo num auditório alugado por horas com muitos interessados a me ouvir tecer meus comentários sobre a minha falta de fé momentanea. É isso mesmo, nem eu acredito que essa minha falta de fé permaneça, porém ainda sim quero falar dela agora.
Eu acreditava que uma ideia, um ideal poderia mudar pessoas, governos, condutas. Eu acreditava que fazer parte de algo que fosse para o bem comum sem remuneração era obrigação social. Pra mim ainda é. Eu ainda faço isso, mesmo achando que não adianta, que o meu lado da corda está arrebentando, eu e essa minha mania besta de insistir me deixam aqui puxando essa corda sozinha. Eu acreditava, momentaneamente desacredito tanta coisa.
Hoje eu só queria falar sobre como é difícil seguir o conselho de uma amiga próxima: "Deixe ir...", Manuh como é difícil fazer isso apesar de saber que é o certo, o melhor a ser feito. Deixar ir. Aproveitar para deixar ir também tantos outros que venho mantendo a duras penas, talvez isso é que tenha esgotado a minha fé, a minha fé nas pessoas.
Essa coisa de ser diferente sempre me faz cutucar aquela ferida escondida lá no fundo, essa vontade boba de manter pessoas sempre em qualquer circunstância me levou pra tantos momentos... A vida é assim mesmo né? Isso que se revela aos poucos nesse momento. E eu tenho que entender que devo deixar ir, os amores, os amigos, a vida.

sábado, junho 20, 2009

MUDANDO...

Nesse exato momento mudo de casa. de ares. de vida.
continua sendo a mesma aqui dentro (pelo menos acho que sim), só que ainda mais encantada com as possibilidades.

TOMARA...

quinta-feira, junho 04, 2009

Uma outra.

Até o mamão de todas as manhãs hoje tem um novo gosto. Hoje eu sou outra, não tão diferente assim apenas outra. Pelo menos é o que sinto. E me volta aquele gosto de antes, sentimentos de antes, assim, a vida se renova voltando a ser, confuso não? É exatamente assim que me sinto.
Sou o que foi revirado, tenho novos cacos nas mãos. E tantas outras cicatrizes... E nenhuma dor é maior do que o prazer de vivenciar o novo, mesmo que ele venha do revirado. Nenhuma dor é maior. É no revirado que me refaço, compondo-me novamente, reorganizando as mesmas notas. A perfeccionista que eu não sou, ou não me reconheço sendo, entrando em ação.
Surgem sentimentos novos, lógico, surgem idéias novas e eu me refaço não tão totalmente feita do antes, repaginada. Livro antigo reaberto. Aquele jogado num canto qualquer, por causa da dor que causou, do desatino, pelo que não foi entendido, e de repente reaberto. Revisto e revivido pelo meu leitor ávido de descobertas perdidas na experiência anterior.

sexta-feira, maio 29, 2009

Conversa.

Ontem você foi tão sincero. Ontem você disse a verdade, uma verdade que deveria ter me ofendido, me magoado, e eu só posso dizer como foi bom ouví-la. Aquela foi a sinceridade que sempre quis de você, sempre foi desejo maluco meu, te ouvir dizer o que te incomoda porque as vezes me canso de ficar adivinhando.

Eu queria reencontrar as boas palavras, queria poder escrever-te um dos meus melhores textos, mas não consigo, sempre que escrevo para você ou sobre você, acho que não digo tudo, acho que não disse as palavras certas e me sinto uma boba que esqueceu como se faz a coisa que mais faz na vida. Porque você me transporta, e eu sempre vou para um outro lugar quando você chega perto, aquela agonia toda de ter experiências, falar o tempo todo, estar certa, não errar, vai embora. E dá espaço para a menina-mulher "quase mansa" que quer deitar nos seus braços, sentir cheiro de pescoço encostado e rir, rir muito das suas palhaçadas, até que a vontade de chorar a dor do mundo chegue e ela sempre chega. Eu sei que sempre posso chorar ao seu lado como uma desesperada, e minutos depois morrer de rir de qualquer besteira sem que a palavra loucura seja mencionada.

E eu sinto muito por ter dito, sinto também, por não lembrar que disse que você me sufocava. Sinto mesmo, talvez eu estivesse mais uma vez muito tensa para dizer coisas que tivessem sentido. Desculpa.
Sabe, eu não seria capaz de imaginar essa relação nossa, como eu imaginei a anterior com aquele outro cara, nunca. Porque eu não seria capaz de acreditar que o amor pudesse ser isso tudo, não entendia direito cumplicidade antes de você, não achava que a liberdade poderia ir além e vai, não seria capaz de imaginar todas as surpresas e principalmente o 'propagandista'. Você não poderia existir em mim na imaginação, não seria saudável morrer vivendo um amor interno. Você é mais do que eu posso imaginar, mais do ideia para um texto, um conto, um poema, você e pra casar e ter filhos - três se o dinheiro der, e mais dois gatos - constituir família, construir coisas, não é o cara que pode ser resumido num sonho meu.
Meu homem com a estrela assinada, o melhor de mim, a minha própria alma que vai e vem pela cidade construindo e executando coisas, livre, sem dúvidas e queixas, meu lado menino que adora brincar com meu lado menina entre um afazer e outro.
Espero ainda rir muito com você, espero ainda ter conversas como a de ontem.

segunda-feira, maio 25, 2009

Insisto.

Se você me perguntar eu respondo que tenho. Tenho um monte de problemas na sacola, tá a fim de dividir comigo é?! Eu normalmente negaria, mas ando por demais desesperada para me dar esse luxo. Se quer mesmo saber ando aflita com todas as mudanças que estão para acontecer, e aquela sensação de vazio bateu a porta novamente. O seu objetivo é me ajudar?! Então tenha paciência porque teremos que separar os problemas em graus de necessidade. São muitos. Intensos problemas. Mas por favor não se assuste, fique mesmo que no fim não me ajude em nada, ainda sim fique, a sua presença já me conforta.
A vida sempre foi assim, não me importo mais, criei casca.
Não sei até que ponto sou forte. Porém devo ser muito, muito forte mesmo, pelo menos para suportar a dor dos outros sou um rocha. Tenho nesses anos sido muito útil aos que me rodeiam, não dando tanta importância aos grandes erros cometidos pela minha mãe, ignorando todos as terriveis cenas que presenciei, respeitando o direito de ser livre e se envolver com quem quiser, terminando e começando relacionamentos sem se importar muito se eu gostava ou não dos que iam embora, respeitando o direito de permanecer no erro, mesmo que isso me afetasse. Para continuar sendo justa, respeitei o direito do meu pai de não ter me querido, perdoei o seu desejo a minha morte - ou melhor não dei tanta importância-, também respeito o seu sonho maluco de construir um "haren", tento suprir a necessidade dos meus irmãos para que ele não se sinta tão responsável.
Sei que não posso ser o alicerce sozinha, sei que não há justiça nisso, sei que um dia a casa cai. Sei que eu posso não resistir. Mas insisto. Resisto, pelo menos por enquanto. Enquanto houver forças, enquanto não houver vontade de chorar.
Persisto. Insisto. Resisto.
Mas o que importa?!
"...nada é tão triste assim"

sábado, maio 23, 2009

Indigesto.

Azia. Quando penso em você é o que me dá. Eu sei que é assunto velho, que na verdade, nem verdade foi, e que ainda estou remoendo o que não houve. Também lembro que matei você num outro texto a algum tempo atrás. Quero avisar de antemão, continua morto viu?! Só que eu achei um foto sua por aqui jogada, um sentimento meu por você estava guardado do lado dela. Agora que começo a pensar que se talvez eu arrumasse o quarto com mais frequência, eu não reviveria esse tipo de coisa.
Alemanha. Lembrei outro dia quanto te contei minha vontade inexplicavél de ir lá, a sua cara, aquela possibilidade de amor toda, será que você seria capaz de me amar por causa da sua vontade de ir a Alemanha também? Faria algum sentido se isso acontecesse?!
Tudo, ainda bem, aconteceu da melhor forma, para ambos, apesar da não possibilidade de viajar no momento. Nem sei o que quero dizer com isso tudo, onde quero chegar, que diálogo eu penso que posso estabelecer com o menino mudo. Calado sempre.
Ele falou um dia, eu lembro, me disse o que eu queria, um não.

segunda-feira, maio 11, 2009

Comemorando o aniversário da irmã distante.

Quando a gente se conheceu não senti que aquela seria uma das mais importantes relações da minha vida. Os sinos não tocaram, o sol não brilhou diferente, nos conhecemos no banheiro.
No banheiro feminino da Escola técnica onde ambas estudavam, eu caloura, ela já concluindo o 3º ano. Conversa de banheiro mesmo, não era para dar em nada.
Essas entregas...
E a conversa foi rendendo, de repente eu já era o bicho dela (bicho: como se chama calouro por aqui), e coisas em comum vieram a tona, diferenças também. Ela era da Igreja Batista desde de pequenininha e eu não consiga acreditar muito que deus podia ter alguma coisa haver com a minha vida. Eu era filha de pais separados e era cheia de problemas familiares insolucionáveis, ela tinha uma família bastante acolhedora e unida que respeitava diferenças.
Com o tempo fomos dividindo estórias, vivencias, roupas, lanches, brincos, segredos e tudo que dava para tirar de mim e colocar nela e vice-e-versa. Choramos juntas de tristeza muitas vezes, morremos de rir até chorar juntas idem, passamos a noite em claro com medo juntas um dia. Durmimos tantas outras vezes juntas... E viramos irmãs. Num processo muito lendo de aceitação e respeito ao outro, e como ela era difícil. Mimada! E eu também não era fácil não, já dizia minha mãe. Ainda sim conseguimos transpor as diferenças, e as pessoas até ousavam confundir a gente de tão parecidas que nós tinhamos ficado. Não uma imitando a outra, isso não, era uma internalizando a outra. Gestos, expressões, caras e bocas, roupas, estilos.
Porque era fácil viver quando eu era um pouco ela, porque ela gostava de ser um pouco de mim.
Brigamos claro, muitas vezes. Por comida, por atitudes, por amigos, por ciúmes e manias, mas no fim sempre conseguimos voltar ao nós felizes-para-sempre.
A Isa, minha irmã de alma, me fez estudar política, a Isa me emprestou o pai dela pr'eu guardar para mim como se fosse meu para sempre. Ela divide até hoje os pais comigo, e a gente nem lembra mais quando eles me adotaram. Porque foi a família da Isa que tomou conta de mim quando eu estava doente, foi a família da Isa que deu sentido a palavra família para mim.
Hoje vivo sem a minha irmã viajante, um dia após o outro, que já nem lembro mais das nossas brigas mais sérias, só sinto uma saudade enorme. Sei que cada um vai para onde o mundo chama, sei que para ela ir foi a realização de um sonho, sei que doí em mim tanto quando doí nela. Hoje é o aniversário dela e eu não posso dar um abraço.

Esse amor que ela me ajudou a construir que é tão grande, tão intenso, faz de mim uma pessoa melhor, me faz querer ser uma pessoa melhor, pelo que fomos, pelo que somos. Principalmente, pela família que temos.

Feliz aniversário irmã...