terça-feira, maio 05, 2009

O que não sou e o quanto sou feliz mesmo não sendo

Posso não ganhar muito bem, nem ter certeza do curso que eu quero terminar na universidade já que faço dois concumitantemente. Posso não ter ido à Alemanha como planejado, não ter mudado de cidade, não conseguir deixar o cabelo crescer, nem fazê-lo ficar liso e de uma cor só. Posso não ter formado a mulher que sonhei ser, posso não ter mudado como queria, mesmo cometendo alguns mesmos erros, mesmo amando o que não deve ser amado, querendo o que não deve ser querido. Mesmo não sendo, ainda sou. Existo. Mesmo que não realizando todos os meus sonhos de menina.
Ontem rodopiando com amigos tão amados "ao som de uma banda qualquer", tá bom, da Banda Naurea que eu já estou cansada de ouvir, eu lembrei de tudo isso, tudo que não sou, do que não fiz, do que quis e não tive. E ao mesmo tempo pensei em tudo que tenho, o que construí, o que formei, o que mudei - as vezes naturalmente, as vezes sangrando a carne-, lembrei do que não sou mais, e principalmente e esse me deu um prazer enorme: o que eu não quero ser. O que felizmente não me tornei.
Onde e como sou feliz. E como eu-nós-o-povo-todo, como somos felizes simplesmente deixando-nos ser.

Um comentário:

Manuh Andrade disse...

"sonhos que podemos ter
somos quem podemos ser"

e que nossos sonhos nos engrandeçam...todos os sonhos de menina, mesmo aqueles que ainda são e talvez sempre sejam sonhos
e que sejamos sempre nós, expondo o pior e o melhor, expondo as feridas, os amores...
meu bem...nós somos pessoas...estamos vivas e Ah meu Deus!! Como somos felizes mesmo em meio a tantos sonhos de meninas que serão pra sempre sonhos, e essa é a beleza!