quinta-feira, maio 21, 2009

Insegurança.

Sinto que é como se uma plantinha, uma plantinha muito especial que libera mais oxigênio que as outras, que é mais bonita que as outras, mais cheirosa, só que infelizmente é mais fraca também, fosse de minha responsabilidade. Sendo assim, todo cuidado é pouco. E como eu tenho cuidado. Respeito o espaço dela, os horários de colocar água e expor ao sol, a protejo do sol forte, da chuva pesada e, ainda sim, a vejo muchinha, triste, e fico muito assustada, como será se um dia todos os meus esforços não adiantarem?! Se um dia ela se for de vez?! Tenho muito medo dessa coisa de ir de vez, do fim, do não existir mais.
Coitada, é só uma plantinha frágil, que só tem a mim preocupada com ela, cuidadora dela, e eu não cuido bem nem de mim, e eu que não tenho disciplina para nada, faço das tripas coração para lembrar de não esquecer nada que a minha plantinha querida necessite.
Mas eu não sou suficiente para ela, ela sempre precisa de mais, quer mais, e eu lembro do pequeno príncipe, e eu me espelho nele. Como ela é frágil, como eu finjo não ser. Eu sei que ela e eu precisamos de mais uma porção de coisas, cada uma com as suas necessidades, e eu não posso fazer mais do que já faço, que já não tenho forças para carregar mais terra para adubá-la, nem tenho como arrumar um vaso maior, mais confortavél, não posso. Não tenho forças nem pra mim, nem para me livrar das minhas próprias pragas, entende? Sou alguém que precisa se desfazer desse compromisso de manter essa plantinha tão especial.

Um comentário:

Manuh Andrade disse...

é muito duro cuidar dessa palanta...é duro cuidar de nós..nutrir essas coisa que nem se bae ao certo o que é