quarta-feira, setembro 27, 2006

Coisas...

Gosto do traço torto,
da quinta folha do trevo.
do defeito
do imperfeito.
Gosto do real
da mentira sincera,
do amor e suas excessões
da pitada de sal a mais.
Adoro a vida e seus jogos,
o sim e o não
o amor e o desamor
as medidas...
Tudo que transforma,
desforma o caos e a felicidade.
(texto feito hoje pra não perder o momento ruim).
** Espero que a vida continue a seguir simplesmente, ir...**

Perfeitinha

A moça PERFEITA
que possui o TUDO
que ama o príncipe ENCANTADO
que vive no castelo MAIS ALTO
filha do rei mais PODEROSO
filha da rainha mais BONITA
a princesa mais sortuda do MUNDO.

A moça hoje desdenha tudo,
renuncia a tudo.
Hoje ela quer:
ser imperfeita;
não possui nada;
amar qualquer um;
descer todos os degraus e sumir.
e pela primeira vez viver sem sorte,
porque o maior sonho desta perfeita moça
é ser feliz igual a todo mundo.
(fláviabin- pensando)

sexta-feira, setembro 08, 2006

Lendo por ai pensei...


Adoro essa possibilidade de conhecer um pouco de tudo e até de todos. Adoro o poder que a internet fornece, o poder de conhecer deliberadamente - em muitos casos - coisas e pessoas que antes eram inatingíveis, porque não dizer. Por causa do que me causas, aproveito tudo o que posso quando estou aqui parada na frente do computador. Converso com meia duzia de pessoas; leio; acesso o orkut; visito blogs amigos (vícios), isso mesmo tudo ao mesmo tempo, ouvindo música. Se consigo me concentrar e absorver tudo? Acho que sim. Sou hiperativa tudo nunca é demais! Visito um site bem legal sempre http://www.releituras.com.br , e nunca me decepciono. É como ir ao mesmo restaurante todos os dias, e pedir a cada dia um prato novo. É deliciosa a sensação de alimentar-se de literatura (pelo menos para mim é), sentir o mesmo, digerir: sentimentos; desejos; prazeres.
Cada novo autor é como um novo prato, um novo sabor. A textura; o acompanhamento, tudo compõe o prato - a obra - cada palavra que soa sempre um outro sentido. Compreender o outro, seus sentimentos e frustrações é bárbaro. Além de apaixonante, igualar-se sem deixar de ser quem si é, sentir de uma outra maneira ou até do mesmo jeito.
Sentir!
Li hoje pela primeira vez Caio Fernando de Abreu e acreditem é fabuloso perceber o jogo, o poder que as palavras dele tem. Uma carta enorme, rica em detalhes e informações pessoais. Linda! Escrita a um amigo próximo, para apoiá-lo a continuar a escrever, a esperar a hora certa pra colocar no papel. Definitivamente um texto inteligentíssimo; carinhoso e sensível. Só quem escreve bem como ele pode afirmar e fazer sentir daquele jeito.
"... pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor".
(Carta ao Zézim, Caio Fernando de Abreu)

quarta-feira, setembro 06, 2006

Hoje deixo que a música fale por mim!

Caramba anda acontecendo tanta coisa nessa minha vidinha que andava mais ou menos. Coisas que aquecem meu coração, uma viagem de ônibus por um beijo de bom dia; uma outra viagem de ônibus para entrregar flores pessoalmente... Uma viagem de ônibus só pra me ver! Caramba denovo, como sou amada! Como sou feliz!!!

Por isso hoje vou postar essa música aqui, ela com certeza sintetizará tudo que eu quero hoje e pro futuro, tudo que eu sinto hoje e sentirei amanhã e pra mim ultimamente é só isso que importa!



The Beach Boys - Wouldn't It Be Nice (tradução)
Não seria bom
Não seria bom se nós fôssemos mais velhos?
Então nós não teríamos que esperar assim por muito
tempo
E não seria bom viver junto
No tipo do mundo onde nós pertencemos
Você sabe que está indo o fazer que muito melhor
Quando nós pudermos dizer boa noite e permanecermos
juntos
Não seria agradável se nós pudéssemos acordar
De manhã quando o dia é novo
E em seguida passando o dia juntos
E fim de noite inteiro?
Momentos felizes nós temos passado juntos
Eu desejo que cada beijo nunca tivesse terminando
Não seria bom?
Talvez se nós pensarmos e desejarmos e esperarmos e
rezarmos
Isso possa ser verdadeiro
Então lá não seria uma única coisa que nós não
poderíamos fazer
Nós poderíamos ser casados
E então nós seríamos felizes
Não seria bom?
Você sabe, parece que mais quanto mais nós falamos
sobre isso
Faz somente pior viver sem isso
Mas vamos falar sobre isso
Não seria bom?

quinta-feira, agosto 31, 2006


As vezes o brilho dos olhos das pessoas me comove. Às vezes noto o brilho em meus olhos, vejo a magia da paixão que sinto pelas coisas que faço. É incrível, amar o que faz, e fazê-lo todo dia até o fim da vida.
Amar a comunicação, os gestos, os gostos de todo mundo, de cada país. O brilho dos faróis dos carros da avenida principal de uma cidadezinha qualquer... O barulho que vêm do túnel do metro da grandiosa e surpreendente São Paulo.
O calor das pessoas é tudo tão envolvente, todas essas cores vibrantes, esse clima que existe em cada cantinho desse gigantesco mundo. Mesmo com a guerra, com a destruição e o desgaste das relações. Tirando do todo, ainda existe o belo até dentro do caos.
Ainda existe à paixão pela justiça, pela arte do bem viver. Existem médicos apaixonados pelo milagre da manutenção da vida, jornalistas apaixonados pelos avanços, pelas conquistas pela comunicação dos povos. Ainda existem valores, respeito e é esse brilho que realmente importa. O brilho dos olhos dos homens que apaixonadamente sonham com algo melhor. E que pretendem lutar por isso pelo resto da vida!
(foto da flor que ganhei do meu homi no luau de 1º de janeiro de 2006)

domingo, agosto 27, 2006

Crescer...

Gostaria de falar sobre tantas coisas...Mas existem tão poucas palavras em meu vocabulário palavras essas que não consigo usar para expressar tudo, esse tudo de coisas que me tocam profundamente, ou quase nada, as vezes não consigo perceber a dor; sofrer, algumas dores são tão prazerosas... Como é bom esperar uma semana inteira todos os dias esperando uma carta de amor valiosa, trabalhar um mês inteiro para receber o 1° de muitos outros salários que ainda virão.
Crescer, mudar, desenvolver. Passar de um tamanho pro outro, de um número pro outro. Meu pé cresceu ao longo do tempo, cada ano um pouco mais, e isso nunca foi tão importante pra mim; ou até tenha sido, porém hoje não lembro o dia que esperei meu pé crescer o dia que percebi que ele parou. Sempre quis ver como eu seria no futuro quando vivia num passado mais distante, (exatamente quando ainda era uma criançinha querendo desvendar o mundo). Mas hoje que estou no presente do futuro do meu passado de antes, não consigo sentir, não consigo ver, numa perspectiva que não seja a minha infelizmente. Não consigo ver além do espelho; além dos meus olhos; das minhas desculpas; dos meus traumas... Não consigo ver agora a mulher que eu queria ver antes, mesmo sendo agora a mulher de antes.
E isso é uma pena. Esperei tanto tempo, e agora não consigo. Mas também isso nem tem tanta importância assim, só quando dói; quanto futuco, confesso que até as vezes nem lembro. Tenho pretensões maiores agora, mas ainda relacionadas ao futuro, a diferença é que espero o futuro que vem depois do presente de agora, não o futuro do meu passado que é meu presente de hoje. Às vezes fico confusa com a ordem dos meus desejos. Voltando a minha nova pretensão, pois bem quero esperar o futuro de hoje um futuro distante... Quero ver a minha casa sair do chão, sentir meu coração encher, escolher cada móvel; cada companhia; quero ter meu filho em meu ventre (meus filhos, um depois o outro); quero sentir meus filhos saindo das minhas entranhas; sentir a dor, a alegria, o amor, tudo junto misturado confundido.
Quero dividir; compartilhar, e até agora acho que isso já escolhi, com quem vou viver todas essas coisas no futuro de depois se o depois não acabar mudando no presente do agora. Sinceramente espero que não, e se assim for espero que não doa muito. Mas que doa o suficiente porque a dor que sangra cicatriza a ferida viva de um coração não recuperado, e se essa dor chegar mesmo, tenho que chorar, tem que doer, sangrar... É bom parar, sem histórias tristes que dependem dos acontecimentos do presente que só vem mais adiante, prefiro esperar esse futuro-presente do que viver o futuro-presente agora.
Crescer além de difícil é estranho, quando a alma cresce o coração chora, estica sem querer, ou melhor, vivi coisas que não gostaria, a gente vive-sente-sofre-aprender-esquece numa velocidade louca, inimaginável a um coração aprendiz. Vivemos e viveremos isso tantas vezes, porque a gente nunca para de crescer, ou será que sou eu que nunca paro? Será que pararei? Talvez quando chegar a hora, bem que podia ser agora, mas si não é quando será?
Engraçado, sou a mulher do futuro do meu passado vivendo meu presente de agora mas mesmo assim ainda não entendi muita coisa ou na verdade eu até tenha entendido tudo, mas só hei de perceber no futuro do presente de agora tudo que perguntei no passado de depois.
Cada coisa ao seu tempo, ao seu modo.