Quanto tempo desde da última vez, é que eu estava me procurando por aí, eu sempre fico assim com uma nova paixão, Caio F. Abreu, e eu estou me deliciando e até me policiando pra não acabar o livro tão cedo, acho que ninguém quer na verdade que o frescor do início da paixão acabe. E também a vida está uma loucura, estudando muito, trabalhando idem, são tantas responsabilidades...
Aqui dentro tudo está andando, não é uma boa descrição realmente de como estão as coisas, mas é o que eu posso dizer no momento, nunca estive tão só com os meus pensamentos, tão lá dentro, tão intensa e em pedaços como agora.
Estou me perdendo e me encontrando em outros lugares, outras eu e é incrível como elas conseguem ser tão diferentes e complexas.
Estou me explorando é isso. Me cafucando, sabe lá Deus o que eu vou achar, mas esse é o momento, tudo nunca foi tão estável e eu nunca fui essa.
quinta-feira, maio 15, 2008
domingo, março 23, 2008
Chegou ao fim. :-(

Foi tão bom não trabalhar essa semana, apesar de ter planejado coisas pra fazer no tempo livre e não ter conseguido fazer tudo. Esqueci como era bom não ter horário pra nada, ir dormir de manhã fuçando na net, acordar as 11 e só almoçar as 3 da tarde, e principalmente NÃO PEGAR ÔNIBUS, ando tão cansada dessa rotina. E poder ficar em paz comigo um pouco, conversar mais...
Balanço do feriadão: foi ótimo ficar em casa e dormir muito, já que estava difícil dormir dias atrás.
Planos pro próximo final de semana: vou à praia nem que seja sozinha, chega de mulher branquela na frente do espelho, faz até vergonha morar no litoral é ficar amarela desse jeito!!!
hehehehe
Balanço do feriadão: foi ótimo ficar em casa e dormir muito, já que estava difícil dormir dias atrás.
Planos pro próximo final de semana: vou à praia nem que seja sozinha, chega de mulher branquela na frente do espelho, faz até vergonha morar no litoral é ficar amarela desse jeito!!!
hehehehe
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Coisas...
Um dia meu pai me deu um cata-vento...
-Pai como funciona?
-Olha aí está rodando.
-Porquê?
-Por causa do vento.
-Ahh! Então não é cata-vento.
-Porquê?
-Porque é roda-vento oras?
----------------------------------------------------------
-Mãe pra onde vamos?
-Pro céu espero...
-De barco?!?
-É barato e certo.
-Vai demorar?
-Não.
-E onde fica a entrada do céu mamãe?
-Debaixo d'água lá no fundo.
-Mas o céu num fica em cima da terra?
-Sim, lá no fundo do rio é só uma das passagens.
-Ah!
quinta-feira, janeiro 24, 2008

Tim tim...
E foi assim que eles iniciaram o ano. Cada um traçando metas, prometendo cumprir coisas a si mesmo. Calados e com a cabeça a mil. Ela, primeiro vou volta a fazer ginástica, claro, ginástica vai me ajudar a recuperar o corpo, pronto primeira meta fazer ginástica até ter de volta meu corpinho de 20 anos... 2ª economizar o dinheiro da lipo para assegurar se a ginástica não der certo; 3ª parar de pensar no joão, ele já está casado com barriga de cerveja e tudo. 4ª apaixonar-me pelo Sebastião, ele sim é um marido bom e é meu, assim acabo parando de pensar no João. 5ª e último arrumar grana pra passar o reveillon de 2009 num lugar melhor. Enquanto ele, ...Meu Deus espero alcançar o nível de paciência necessário para permanecer naquele emprego, e também aquirir uma elevação espiritual das grandes para não me importar com a Maria que mesmo casada comigo não consegue esquecer o João, e senhor, que eu aprenda a mentir para conseguir convencer a Maria que ela está emagrecendo e que eu não estou falando para agradar, e por último obrigada por esse reveillon inusitado dentro do carro, por essa gordinha problemática e por eu não ser o João.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
escrito e publicado.
Texto longo, um dos únicos que escrevi.
Ela não era tão bonita nem muito amigável. Sempre pra dentro, ninguém merecia saber o que ela pensava, e ela pensava muito, guardava tudo pra ele. Desde o dia que seu avô sentou ao seu lado durante a novela e falou, minha filha vê se arruma um homem pra te aturar porque eu não agüento mais um mulher desiludida nessa casa. Agora, vô? Ela perguntou. Não. No tempo certo, e assim ele terminou o papo.
Na época ela não sabia muito bem o que significava desiludida não, mas supôs que ele falava sobre as suas tias solteironas apaixonadas por homens indispostos, que vez ou outra começavam a lamentar a solidão. Por causa do que o avô falou, ela foi perguntar a avó quando e como ela conseguiria um homem, a avó preparando o almoço quase derrubou o macarrão no chão, e ainda atônita disparou: você anda assistindo muita novela, que história é essa? Já não bastam as suas tias desesperadas, você também já quer um homem? - Ela se defendeu -, não vovó foi o vovô que mandou eu arranjar um no tempo certo, como não sei quando é esse tempo resolvi perguntar. Mas onde já se viu, só podia ser aquele velho louco pra colocar caraminholas na sua cabeça.
Minha filha sempre foi assim, tem uma hora que a mulher tem que arrumar um homem. Foi assim com a sua mãe, comigo, com a sua bisavó, está no destino da mulher precisar, procurar e ter um homem. O que eu não concordo. Você nunca vai precisar de um homem filha, nunca! Porém vai achar que precisa, e isso é um erro. O homem só serve pra machucar o coração da gente, dar trabalho, filhos e mais trabalho, às vezes só as vezes e bem no começo é que eles fazem bem. Entende? Ela disse tudo isso encarando a guria que não ousava piscar os olhos, prestando atenção em tudo que a avó dizia. Vó?! Não entendo não. Porque é que a gente não precisa e acaba achando que precisa? E porque é que o homem machuca o coração da gente e só dá trabalho e filhos e ainda assim a gente acabar querendo? Diz a menina atropelando as palavras. Não sei. E olha que eu tenho o seu avô ao meu lado a 30 anos, tem tanto tempo que nem me lembro quando eu precisei dele, entretanto, lembro sim o dia que quis seu avô _ A velha continua narrando a história nostálgica _ lembro sim claro, o seu avô era um homem alto, robusto e muito, muito magro.
É verdade ele não era tão bonito. Sim, era sim pelo menos pra mim. Pois quando ele falava eu flutuava, quando eu falava ele ouvia tão atentamente que até parecia que ele estava transcrevendo todas as palavras para um jornal. É verdade como haveria de esquecer... aquele olhar sempre atento, aquele dengo todo, tanta atenção meu Deus... Então vó quer dizer que ele te fazia bem? E onde fica o machucado no coração e o trabalho? - Pergunta a petulante menina - não sei filha, não sei. Hoje não há aquela atenção toda, muito menos o dengo. Hoje eu não preciso dizer mais nada o teu avô agora conversa com o meu olhar, e eu com o dele.
É, talvez eu reclame sem motivos, ele nunca me deu tanto trabalho assim, as vezes uma coisinha ou outra, mas eu também gosto de deixar tudo em ordem para ele. Meu velho como era bom... Então homem é bom? E esse história de precisar sem querer? Atropela a menina já sem entender nada. Minha querida você é tão jovem e eu já estou tão velha, e ainda sim, nem eu e muito menos você consegue entender como e porque o homem é bom e ruim; dá trabalho e comove o coração da gente, minha pequena como eu já disse, com a sua mãe foi assim, comigo e com sua bisavó também. Não há o que mudar, tudo indica que será assim com você também. Claro que para isso você não pode ter o gosto pra homem das suas tias.
Vai tem uma hora, e foi isso que o seu avô quis dizer com tempo certo, que você vai conhecer um homem e irá gostar muito dele, e ele será bonito pelo menos pra você ele será, e também muito atento ao que você irá dizer mesmo que você diga as piores bobagens e várias vezes até parecerá que ele transcreve tudo para um jornal como o seu avô. E você sempre vai procurar as melhores histórias para contar, os melhores causos, e criar enredos dignos de novela, e ele sempre ouvirá você. E há de chegar um dia, vocês já estarão casados e quando esse dia chegar você não irá precisar contar e dizer mais nada e ele já estará lendo o seu olhar; adiantando seus gestos; balbuciando suas possíveis palavras e isso sempre fará você lembrar o porque e o quanto você o quis.
Então tá vovó já que tem tempo certo e eu não preciso me preocupar em procurar agora só falta inventar as histórias que irei contar.
Ela não era tão bonita nem muito amigável. Sempre pra dentro, ninguém merecia saber o que ela pensava, e ela pensava muito, guardava tudo pra ele. Desde o dia que seu avô sentou ao seu lado durante a novela e falou, minha filha vê se arruma um homem pra te aturar porque eu não agüento mais um mulher desiludida nessa casa. Agora, vô? Ela perguntou. Não. No tempo certo, e assim ele terminou o papo.
Na época ela não sabia muito bem o que significava desiludida não, mas supôs que ele falava sobre as suas tias solteironas apaixonadas por homens indispostos, que vez ou outra começavam a lamentar a solidão. Por causa do que o avô falou, ela foi perguntar a avó quando e como ela conseguiria um homem, a avó preparando o almoço quase derrubou o macarrão no chão, e ainda atônita disparou: você anda assistindo muita novela, que história é essa? Já não bastam as suas tias desesperadas, você também já quer um homem? - Ela se defendeu -, não vovó foi o vovô que mandou eu arranjar um no tempo certo, como não sei quando é esse tempo resolvi perguntar. Mas onde já se viu, só podia ser aquele velho louco pra colocar caraminholas na sua cabeça.
Minha filha sempre foi assim, tem uma hora que a mulher tem que arrumar um homem. Foi assim com a sua mãe, comigo, com a sua bisavó, está no destino da mulher precisar, procurar e ter um homem. O que eu não concordo. Você nunca vai precisar de um homem filha, nunca! Porém vai achar que precisa, e isso é um erro. O homem só serve pra machucar o coração da gente, dar trabalho, filhos e mais trabalho, às vezes só as vezes e bem no começo é que eles fazem bem. Entende? Ela disse tudo isso encarando a guria que não ousava piscar os olhos, prestando atenção em tudo que a avó dizia. Vó?! Não entendo não. Porque é que a gente não precisa e acaba achando que precisa? E porque é que o homem machuca o coração da gente e só dá trabalho e filhos e ainda assim a gente acabar querendo? Diz a menina atropelando as palavras. Não sei. E olha que eu tenho o seu avô ao meu lado a 30 anos, tem tanto tempo que nem me lembro quando eu precisei dele, entretanto, lembro sim o dia que quis seu avô _ A velha continua narrando a história nostálgica _ lembro sim claro, o seu avô era um homem alto, robusto e muito, muito magro.
É verdade ele não era tão bonito. Sim, era sim pelo menos pra mim. Pois quando ele falava eu flutuava, quando eu falava ele ouvia tão atentamente que até parecia que ele estava transcrevendo todas as palavras para um jornal. É verdade como haveria de esquecer... aquele olhar sempre atento, aquele dengo todo, tanta atenção meu Deus... Então vó quer dizer que ele te fazia bem? E onde fica o machucado no coração e o trabalho? - Pergunta a petulante menina - não sei filha, não sei. Hoje não há aquela atenção toda, muito menos o dengo. Hoje eu não preciso dizer mais nada o teu avô agora conversa com o meu olhar, e eu com o dele.
É, talvez eu reclame sem motivos, ele nunca me deu tanto trabalho assim, as vezes uma coisinha ou outra, mas eu também gosto de deixar tudo em ordem para ele. Meu velho como era bom... Então homem é bom? E esse história de precisar sem querer? Atropela a menina já sem entender nada. Minha querida você é tão jovem e eu já estou tão velha, e ainda sim, nem eu e muito menos você consegue entender como e porque o homem é bom e ruim; dá trabalho e comove o coração da gente, minha pequena como eu já disse, com a sua mãe foi assim, comigo e com sua bisavó também. Não há o que mudar, tudo indica que será assim com você também. Claro que para isso você não pode ter o gosto pra homem das suas tias.
Vai tem uma hora, e foi isso que o seu avô quis dizer com tempo certo, que você vai conhecer um homem e irá gostar muito dele, e ele será bonito pelo menos pra você ele será, e também muito atento ao que você irá dizer mesmo que você diga as piores bobagens e várias vezes até parecerá que ele transcreve tudo para um jornal como o seu avô. E você sempre vai procurar as melhores histórias para contar, os melhores causos, e criar enredos dignos de novela, e ele sempre ouvirá você. E há de chegar um dia, vocês já estarão casados e quando esse dia chegar você não irá precisar contar e dizer mais nada e ele já estará lendo o seu olhar; adiantando seus gestos; balbuciando suas possíveis palavras e isso sempre fará você lembrar o porque e o quanto você o quis.
Então tá vovó já que tem tempo certo e eu não preciso me preocupar em procurar agora só falta inventar as histórias que irei contar.
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