*ouvindo IRA!
Quando achei que ia dar um tempo, deixar a ariana apaixonada que sou de lado pra viver outros momentos, eu o revi e o plano não adiantou. Digo revi, porque foi a primeira vez que o vi como possibilidade, como uma 'pequena epifania'. Foi muito dolorido sair do relacionamento anterior, guardar aquele amor todo, recompor. E com a maior sutileza ele me ajudou, me viu sangrar, esperou meu tempo, principalmente, me deixou decidir a hora certa de tentar de novo. E a isso sou bastante grata.
Ele me deu amor, quando achei que ninguém tinha entendido muito bem que tipo de relacionamento eu queria. Deu-me compreensão e cumplicidade, enquanto eu imaginava que era um grande engano esperar por isso. Dividiu momentos e planos, e isso me confortou como cama de molas ensacadas, eu senti um alívio tão grande por poder descansar meus pés cansados de tanto pular de sonho em sonho.
E assim, acabamos construindo uma vida a dois gostosa demais de viver e ver crescer, com pitadinhas dos dois aqui e ali, mesmo que um seja bem diferente do outro. O amor nos une. O respeito e a Liberdade acima de tudo. E hoje eu nem imagino a vida de outra forma, com outra cor.
Nunca tão estável - em sua instabilidade contida - tão mansa, intensa, ardida e doce vezenquando. Na medida como ingredientes da receita do jantar de um grande chef.
Quando achei que tinha vivido todos os momentos bons possíveis da temporada, veio alguém e me contou que um novo momento estava para estrear. E eu não acreditei que seria tão bom, tão significativo e duradouro. Mas foi. É. E digo por conhecimento de causa, digo sem conter as lágrimas, que não poderia ser melhor, que o meu corpo e coração cansados agradecem.
Hoje ele ocupa o lugar que quiser em mim. Ele tem as chaves de todas as alas, entradas, saídas e bandeiras. Ele é livre, como só quem é livre pode compreender como se vive assim, e como é bom. Que a liberdade que esse amor têm o eleve, o engrandeça, o satisfaça.
Minha gigantesca epifania que já dura 3 anos e um tantão.
quinta-feira, abril 23, 2009
quarta-feira, abril 22, 2009
Uma pausa para sentir...
Fiquei doente esses dias. Tive febre alta, dor de cabeça alucinante, uma agonia no peito. Há quem diga que foi virose, eu vou além, foi a minha alma que me pediu um tempinho para pensar em mim e no rumo das coisas, vezemquando essas coisas acontecem. Mas nunca nas proporções desse fim de semana-feriadão. Eu quis tudo ao mesmo tempo morrer-viver-ficar-quietinha-sair-correndo-dormir-acordar...
E como sempre esse tempinho de cama ensinou-me um montão de coisas, jogou tantas outras verdades na minha cara e acabou dando-me mais alguns dias de alguma lucidez. Mostrou-me a verdade sangrenta que vivo na minha casa, a qual vivo todos os dias fingindo não importar-me, de uma outra forma e como doeu vê-la assim. Ensinou-me de quem eu posso esperar coisas e de quem nem vale apena mais esperar coisa alguma. E que chorar mesmo parecendo ser bem ridículo, já que não leva a lugar algum, ajuda a amenizar a dor insistente. Que chorar ainda é um jeito de dizer. Chorar ainda é um meio.
Que as entregas são muito importantes para mim, todas elas, todas as formas de entrega. Todas as possibilidades de escolha para se entregar. E mesmo tendo chorado todas as minhas entregas mal interpretadas, difíceis, ácidas, ardidas, apaixonadas, intensas e mansas, mesmo depois de ter avaliado que algumas não foram tão bem, ainda sim me entregarei. Esse é o único jeito, entende?! Esse é o meu meio. O meio que eu mais gosto de usar. E que novas amizades venham. E que os antigos amigos retornem. Que os novos problemas se abrandem. Que os velhos adormeçam.
Fiz um trato com a dor, o que der pr'eu resolver, já está resolvido! Sem pretextos para protelar. Mas o que for dolorido demais, o que eu ainda não posso lidar, o que machuca só de ser aberto. Adormeça. Esqueça. Aguarde. Estou compondo-me de força, coragem, certezas e escolhas para superar esses monstros.
Ainda não estou pronta.
E como sempre esse tempinho de cama ensinou-me um montão de coisas, jogou tantas outras verdades na minha cara e acabou dando-me mais alguns dias de alguma lucidez. Mostrou-me a verdade sangrenta que vivo na minha casa, a qual vivo todos os dias fingindo não importar-me, de uma outra forma e como doeu vê-la assim. Ensinou-me de quem eu posso esperar coisas e de quem nem vale apena mais esperar coisa alguma. E que chorar mesmo parecendo ser bem ridículo, já que não leva a lugar algum, ajuda a amenizar a dor insistente. Que chorar ainda é um jeito de dizer. Chorar ainda é um meio.
Que as entregas são muito importantes para mim, todas elas, todas as formas de entrega. Todas as possibilidades de escolha para se entregar. E mesmo tendo chorado todas as minhas entregas mal interpretadas, difíceis, ácidas, ardidas, apaixonadas, intensas e mansas, mesmo depois de ter avaliado que algumas não foram tão bem, ainda sim me entregarei. Esse é o único jeito, entende?! Esse é o meu meio. O meio que eu mais gosto de usar. E que novas amizades venham. E que os antigos amigos retornem. Que os novos problemas se abrandem. Que os velhos adormeçam.
Fiz um trato com a dor, o que der pr'eu resolver, já está resolvido! Sem pretextos para protelar. Mas o que for dolorido demais, o que eu ainda não posso lidar, o que machuca só de ser aberto. Adormeça. Esqueça. Aguarde. Estou compondo-me de força, coragem, certezas e escolhas para superar esses monstros.
Ainda não estou pronta.
sexta-feira, abril 17, 2009
essa passionalidade toda...
Sem muita concentração para fazer nada integralmente. Estou por aqui hoje, fazendo as mesmas coisas de sempre, sem o ânimo de sempre.
Ontem as aulas foram ótimas me deram um up enorme. Ando necessitada de uns outros papos, uns outros problemas para discutir. Pois a passionalidade nas atuais conversar beiram o incompreensível.
Sempre relacionamentos a serem discutidos. Sempre momentos alheios. Vontades alheias, que eu não sinto, que não compreendo muitas vezes. Quero ajudar, sei que ajudo em parte, mas no fundo, no fundo, uma vozinha diz aqui dentro é só procura...
Deixa ser, cada um tem um tempo, e discernir as vezes não é tão óbvio. Bem sei... Que doa se tiver que doer pra decidir, sofra-chore-grite eu vou estar por perto para ajudar a suportar porque amigos cumprem também esse papel. Só espero que não doa mais, que não chore tanto, que esse olhar desesperado se desfaça, que o grito realmente esvazie. Porque senão, não sei o que será de ti, não sei até onde posso suportar vendo-te sangrar, e permanecer calada tendo as respostas que procura, sei que você tem que conquistá-las. E é só por isso que permaneço calada.
Ontem as aulas foram ótimas me deram um up enorme. Ando necessitada de uns outros papos, uns outros problemas para discutir. Pois a passionalidade nas atuais conversar beiram o incompreensível.
Sempre relacionamentos a serem discutidos. Sempre momentos alheios. Vontades alheias, que eu não sinto, que não compreendo muitas vezes. Quero ajudar, sei que ajudo em parte, mas no fundo, no fundo, uma vozinha diz aqui dentro é só procura...
Deixa ser, cada um tem um tempo, e discernir as vezes não é tão óbvio. Bem sei... Que doa se tiver que doer pra decidir, sofra-chore-grite eu vou estar por perto para ajudar a suportar porque amigos cumprem também esse papel. Só espero que não doa mais, que não chore tanto, que esse olhar desesperado se desfaça, que o grito realmente esvazie. Porque senão, não sei o que será de ti, não sei até onde posso suportar vendo-te sangrar, e permanecer calada tendo as respostas que procura, sei que você tem que conquistá-las. E é só por isso que permaneço calada.
quinta-feira, abril 09, 2009
Na véspera
Comecei um post falando como é triste pra mim fazer aniversário, porém, preferi recomeçar. Vou tentar falar de coisas boas, esse ano pelo menos.
Então 21 hein? Caramba e eu que pensava quando criança que com 21 eu seria bem diferente, sorriu sozinha de mim mesma, ainda com os mesmos medos. Cometendo alguns mesmos erros. Acreditando sempre, mesmo quando não há mais como dar certo. Sou a mesma menina-mulher de antes.
Só que com algumas experiências a menos, e tantas outras mais. Sinto falta do colo do vovô, sinto muito mais no meu aniversário. E sempre lembro da frase que ele repetia todos os anos 'Essa menina é muito esperta nasceu no dia que eu recebo a aposentadoria, não tem como não dar um presente' meu amado vô agora que você está tão distante, que eu não posso tocá-lo, ouví-lo, e procurá-lo para mais uma partida de dama, e que eu fico achando que ninguém pode comemorar meu aniversário comigo, não como nós nos divertiamos nas pequenas coisas. Espero por mais um dos nossos encontros nos meus sonhos, esse seria um grande presente.
Então, vai ser aniversário, mesmo sem avô, sem pai e mãe, sem bolo, sem festa, e o dia vai passar e depois de amanhã eu tenho 21. Hoje eu quero comemorar a vida de véspera para a deprê do aniversário não contaminar, vou passar a tarde com minha priminha linda que estou morrendo de saudades, deitada no chão inventando estórias e contos de fadas (a especialidade dela) rir, cantar 'palavra cantada' que eu ando com saudades, e quem sabe tomar um sorvete.
Rapaz esses planos pra hoje me animaram...
Feliz meu aniversário pra todo mundo!!!!!!!!!!!!!!!
Então 21 hein? Caramba e eu que pensava quando criança que com 21 eu seria bem diferente, sorriu sozinha de mim mesma, ainda com os mesmos medos. Cometendo alguns mesmos erros. Acreditando sempre, mesmo quando não há mais como dar certo. Sou a mesma menina-mulher de antes.
Só que com algumas experiências a menos, e tantas outras mais. Sinto falta do colo do vovô, sinto muito mais no meu aniversário. E sempre lembro da frase que ele repetia todos os anos 'Essa menina é muito esperta nasceu no dia que eu recebo a aposentadoria, não tem como não dar um presente' meu amado vô agora que você está tão distante, que eu não posso tocá-lo, ouví-lo, e procurá-lo para mais uma partida de dama, e que eu fico achando que ninguém pode comemorar meu aniversário comigo, não como nós nos divertiamos nas pequenas coisas. Espero por mais um dos nossos encontros nos meus sonhos, esse seria um grande presente.
Então, vai ser aniversário, mesmo sem avô, sem pai e mãe, sem bolo, sem festa, e o dia vai passar e depois de amanhã eu tenho 21. Hoje eu quero comemorar a vida de véspera para a deprê do aniversário não contaminar, vou passar a tarde com minha priminha linda que estou morrendo de saudades, deitada no chão inventando estórias e contos de fadas (a especialidade dela) rir, cantar 'palavra cantada' que eu ando com saudades, e quem sabe tomar um sorvete.
Rapaz esses planos pra hoje me animaram...
Feliz meu aniversário pra todo mundo!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, abril 08, 2009
Ariana com ascendente em Áquario
Então, quem convive com ariano, e/ou é um, entende qual o meu tema. Mesmo que quem me lê agora não acredite numa vírgula sobre horóscopo, ainda sim vou lavar minh'alma, expondo-me mesmo que isso possa até parecer ridículo no fim. Colher de chá porque meu aniversário está chegando.
A ariana que eu sou fala sem parar, pensa enquanto fala mesmo numa briga, mesmo quando o assunto é delicado. Isso mesmo a ariana que eu sou respeita meu 'processo mental' e tira do forno as palavras (idéias, sentimentos, dor, raiva, amor) ainda quentinhas. Isso me fez lembrar o forno do Habbi's 'piada interna'.
A aquariana que existe em mim defende essa liberdade de idéias e defende a ariana que sou e a liberdade que isso me dá com unhas e dentes.
A ariana que eu sou é puro pathos. Acredita no amor e todos as possibilidades de vivenciá-lo. Nunca 'desamou' ninguém na vida e acredita que nunca conseguirá essa maluquice. Quer ser sincera com seus sentimentos sempre e vive declarando-se por aí.
A aquariana que existe em mim acha que eu poderia ser mais amor amando o mundo todo sem medidas, a ariana já falou com ela e hoje temos um acordo.
A ariana que eu sou é apaixonada pela convivência e acaba vendo poesia em tudo. Adora deitar junto, rir junto, comer junto, dormir junto, chorar junto, beber junto, etc... Mas sempre acaba necessitando fazer tudo isso sozinha um pouco. Acredita que esse é o melhor jeito de se viver compartilhando.
A aquariana que existe em mim não discorda muito não. Acha interessante o junto-as vezes separado. Pra recaregar um pouco dos dois jeitos.
A ariana que eu sou é idealista e tenta fazer o melhor pra todo mundo sempre, mesmo que no fim, isso acabe fazendo um mal interno irreparável. Luta. Tem sonhos. Briga e defende a causa desde que já tenha lido e discutido sobre "ad infinitum".
A aquariana que existe em mim é uma líder. Mandona. Visionária incompreendida e adora essa idealista aí.
A ariana que eu sou adora ser ariana e não se imaginaria uma outra nem no pior momento. Apesar de todas as crises internas e de toda a exposição, ainda sim, é o jeito que sei ser, e como me expresso e ainda é o meu melhor.
A aquariana que existe em mim acha meio estranho ser a liberdade duas vezes, acha que seria melhor um equilibrio, seria mais confortável. Porém, quando estamos só nós vivendo: rindo atoa, chorando, gritando, amando, e cutucando onça com vara curta é que tudo se encaixa e nisso até o desequilíbrio fica na medida.
A ariana que eu sou fala sem parar, pensa enquanto fala mesmo numa briga, mesmo quando o assunto é delicado. Isso mesmo a ariana que eu sou respeita meu 'processo mental' e tira do forno as palavras (idéias, sentimentos, dor, raiva, amor) ainda quentinhas. Isso me fez lembrar o forno do Habbi's 'piada interna'.
A aquariana que existe em mim defende essa liberdade de idéias e defende a ariana que sou e a liberdade que isso me dá com unhas e dentes.
A ariana que eu sou é puro pathos. Acredita no amor e todos as possibilidades de vivenciá-lo. Nunca 'desamou' ninguém na vida e acredita que nunca conseguirá essa maluquice. Quer ser sincera com seus sentimentos sempre e vive declarando-se por aí.
A aquariana que existe em mim acha que eu poderia ser mais amor amando o mundo todo sem medidas, a ariana já falou com ela e hoje temos um acordo.
A ariana que eu sou é apaixonada pela convivência e acaba vendo poesia em tudo. Adora deitar junto, rir junto, comer junto, dormir junto, chorar junto, beber junto, etc... Mas sempre acaba necessitando fazer tudo isso sozinha um pouco. Acredita que esse é o melhor jeito de se viver compartilhando.
A aquariana que existe em mim não discorda muito não. Acha interessante o junto-as vezes separado. Pra recaregar um pouco dos dois jeitos.
A ariana que eu sou é idealista e tenta fazer o melhor pra todo mundo sempre, mesmo que no fim, isso acabe fazendo um mal interno irreparável. Luta. Tem sonhos. Briga e defende a causa desde que já tenha lido e discutido sobre "ad infinitum".
A aquariana que existe em mim é uma líder. Mandona. Visionária incompreendida e adora essa idealista aí.
A ariana que eu sou adora ser ariana e não se imaginaria uma outra nem no pior momento. Apesar de todas as crises internas e de toda a exposição, ainda sim, é o jeito que sei ser, e como me expresso e ainda é o meu melhor.
A aquariana que existe em mim acha meio estranho ser a liberdade duas vezes, acha que seria melhor um equilibrio, seria mais confortável. Porém, quando estamos só nós vivendo: rindo atoa, chorando, gritando, amando, e cutucando onça com vara curta é que tudo se encaixa e nisso até o desequilíbrio fica na medida.
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