Sempre tive a sorte de ser livre, e só quem é livre sabe como a liberdade mete medo na gente. Ela nos transporta para um lugar tão instável, que as vezes por exemplo, num relacionamento a liberdade de ir e vir te faz pensar em só por um momento não querer ficar, e no instante seguinte te lembra que se for não há volta, que não é correto usar ao bel prazer o direito de ser livre e acabar destruindo o certeza dos outros.
Isso porque a liberdade acarreta ainda mais responsabilidade do que a "não liberdade", por um motivo lógico, quando não há direito de tomar decisões e só simplesmente acatá-las, não há a responsabilidade da decisão tomada. Não há o que pensar, o que antever, o que analisar, o que proteger, até porque a atitude tomada não dependia da pessoa que a tomou, porém, quando a atitude depende só de você para ser tomada e principalmente quando ela não muda o rumo só da sua vida, quando o direito de escolha e seu e ainda sim envolve a vida do outro, aí sim, a liberdade é posta a prova. A verdadeira liberdade, a liberdade de coexistir em harmonia, a de tomar decisões sábias e preocupadas com o rumo do que há de vir e com as pessoas envolvidas. E é sobre este tipo de liberdade que estou falando, e essa liberdade que agora eu tento entender, a tempos vejo essa liberdade sendo corrompida, usada com maus propósitos e contra as pessoas e não a favor.
Isso de ser livre que até parece coisa bem sutil nos dias de hoje, onde não existe repressão política e AI5, é uma coisa tão poderosa, tão definitiva e porque não dizer engajada se fosse usada da maneira certa.
Não é porque você tem o direito de tomar suas próprias decisões que você pode simplesmente ignorar o que é o melhor a se fazer para todas as pessoas que estão envolvidas nelas.
Não é porque você pode decidir em acatar ou burlar uma lei que você tem o direito de atingir o outro com essa decisão.
É por causa de pensamentos como esses que ainda hoje há acidentes terríveis por causa de motoristas alcoolizados, que cesáreas são marcadas sem levar em conta a mãe e nem o que é melhor pro bebê, que crianças não são amamentadas e que crianças cada vez mais novas são alfabetizadas sem maturação para isso. Isso acontece porque a responsabilidade com o outro não foi levada a sério, quando se toma uma decisão isso de "ser responsável pelo outro" vem em primeiro lugar.
Principalmente em dias como esses onde a liberdade já deveria ter sido internalizada com consciência.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Puta medo do mar
Eu tenho um puta medo do mar daquela imensidão toda... As vezes tenho um puta medo de mim quando me vejo assim tão imensa. Tenho um puta medo de tudo que eu me reservo, tudo que há dentro da minha imensidão que eu não posso controlar... e eu quase não controlo nada.
Cabe em mim um maracanã para cada amigo querido distante, alguns muros de Berlin que coleciono com medo de ver o que há do outro lado, uma árvore de natal imensa de más recordações da infância e um daqueles edifícios gigantescos de Dubai de recordações de coisas boas que já vivi nessa vida. Eu só não sei onde exatamente cada coisa fica, não sei como organizar tudo, manter limpo e calmo esse lugar que eu nem sei direito onde fica dentro de mim.
E com tantas coisas para pensar, eu ainda tenho que me preocupar por que eu não consigo me livrar dessa saudade de você, não consigo explicar pra mim que não vale a pena que é melhor mesmo "deixar ir" que você não sente o mesmo nem pretende entender o que acontece com a gente. Sabe eu sinto uma puta falta da sua companhia, das conversas e dos passeios mesmo que alguns amigos digam pra mim que eu posso ter companhias melhores, mesmo assim, eu acredito no que acontece quando a gente divide momentos.
Eu tive que aprender tanto de você para conviver, e no momento, -bem nesse lugar onde estou para você- percebo que não aprendi o suficiente, entendo que não há nada mais para ensinar a você sobre como manter pessoas queridas por perto porque definitivamente você não é capaz de aprender.
Eu queria tecer novos momentos, eu queria compreender cada dia mais porque essa amizade é tão importante para mim, porque eu faço tanta questão de preservar você...
Eu queria entender porque eu gosto tanto do mar e ao mesmo tempo tenho tanto medo de não saber lidar com ele, de não entender onde ele quer me levar e de não conseguir pisar no chão.
Porque as coisas não podem ser menores, as imensidões transformadas em caixinhas de fósforo só por alguns dias, porque talvez assim eu consiga percorrer todos os caminhos que existem em mim e que infelizmente no momento é impossível chegar.
Cabe em mim um maracanã para cada amigo querido distante, alguns muros de Berlin que coleciono com medo de ver o que há do outro lado, uma árvore de natal imensa de más recordações da infância e um daqueles edifícios gigantescos de Dubai de recordações de coisas boas que já vivi nessa vida. Eu só não sei onde exatamente cada coisa fica, não sei como organizar tudo, manter limpo e calmo esse lugar que eu nem sei direito onde fica dentro de mim.
E com tantas coisas para pensar, eu ainda tenho que me preocupar por que eu não consigo me livrar dessa saudade de você, não consigo explicar pra mim que não vale a pena que é melhor mesmo "deixar ir" que você não sente o mesmo nem pretende entender o que acontece com a gente. Sabe eu sinto uma puta falta da sua companhia, das conversas e dos passeios mesmo que alguns amigos digam pra mim que eu posso ter companhias melhores, mesmo assim, eu acredito no que acontece quando a gente divide momentos.
Eu tive que aprender tanto de você para conviver, e no momento, -bem nesse lugar onde estou para você- percebo que não aprendi o suficiente, entendo que não há nada mais para ensinar a você sobre como manter pessoas queridas por perto porque definitivamente você não é capaz de aprender.
Eu queria tecer novos momentos, eu queria compreender cada dia mais porque essa amizade é tão importante para mim, porque eu faço tanta questão de preservar você...
Eu queria entender porque eu gosto tanto do mar e ao mesmo tempo tenho tanto medo de não saber lidar com ele, de não entender onde ele quer me levar e de não conseguir pisar no chão.
Porque as coisas não podem ser menores, as imensidões transformadas em caixinhas de fósforo só por alguns dias, porque talvez assim eu consiga percorrer todos os caminhos que existem em mim e que infelizmente no momento é impossível chegar.
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sexta-feira, novembro 27, 2009
Planos e Certezas
Eu tenho novos planos, eu sei que meus planos não são lá grandes coisas - porque sempre mudam - porém, pelo menos são MEUS. É, tem umas outras possibilidades batendo na porta e eu estou bastante tentada a abrir, você diria agora: Então abra essa porra logo caralho! Mas eu estou pensando, que dessa vez talvez eu devesse ir devagar. Nem sei como se faz alguma coisa devagarinho...
Mas é isso. Eu quero tentar desabrochar esse plano, pelo menos esse, devagarinho, pétala por pétala, sentir desabrochar aos poucos na hora dele, no tempo certo. Pela primeira vez esperar e não forçar que as coisas aconteçam no meu tempo. Tenho que fazer valer essa possibilidade, dar condições para que ela aconteça por mérito. Essa é a melhor alternativa para focar no momento.
É a vida ainda anda bagunçada, isso mesmo, sempre os mesmos problemas cada vez mais velhos e mais fracos - pelo menos -, queria muito dar uma volta com você de bicicleta, vamos? Sem destino, sem motivo, sem planos, nesse momento só seguir um caminho qualquer com você já seria grande coisa, é que as vezes, mesmo tudo me dizendo que não, as vezes eu sinto que caminhamos em caminhos diferentes... Penso e não tem problema se for mesmo assim, só queria que fosse as claras.
Só queria um papo, aquela passionalidade toda e um pouco de certezas, mesmo que momentaneas...
Mas é isso. Eu quero tentar desabrochar esse plano, pelo menos esse, devagarinho, pétala por pétala, sentir desabrochar aos poucos na hora dele, no tempo certo. Pela primeira vez esperar e não forçar que as coisas aconteçam no meu tempo. Tenho que fazer valer essa possibilidade, dar condições para que ela aconteça por mérito. Essa é a melhor alternativa para focar no momento.
É a vida ainda anda bagunçada, isso mesmo, sempre os mesmos problemas cada vez mais velhos e mais fracos - pelo menos -, queria muito dar uma volta com você de bicicleta, vamos? Sem destino, sem motivo, sem planos, nesse momento só seguir um caminho qualquer com você já seria grande coisa, é que as vezes, mesmo tudo me dizendo que não, as vezes eu sinto que caminhamos em caminhos diferentes... Penso e não tem problema se for mesmo assim, só queria que fosse as claras.
Só queria um papo, aquela passionalidade toda e um pouco de certezas, mesmo que momentaneas...
quarta-feira, novembro 04, 2009
Sobre os meus ex-namorados e eternos amigos. Sim eu sou amiga dos meus!
Estou procurando um bom título para esse post, espero que pelo menos até que eu o acabe encontre.
Tive - para algumas pessoas - muitos namorados, para mim, só o que era necessário ter. Todos eles são muito meus amigos, e eu os adoro. Sim, eu adoro os meus ex! Mesmo depois das brigas. Eu converso com eles, saiu com eles quando dá, aconselho e torço muito pela vida deles e eles pela minha. Estranho? Eu não acho, pelo contrário acho que não preservar a amizade é que é bem louco. Claro que alguns namoros realmente acabam muito mal e existem mesmo algum motivos que podem melar a amizade. No meu caso, aconteceram algumas vezes coisas ruins, que me decepcionaram muito, mas eu preferi encarar do melhor jeito. É, tá aí um campo da minha vida em que sou otimista.
Preferi conversar, ouvir, tentar entender e só terminar sempre que qualquer passo mais adiante acabe a amizade de vez. Prefiro que a amizade, o companheirismo e o amor permaneça. E é por isso que eu ainda os amo muito. Claro que o tipo de amor muda, mas não o interesse pelo bem estar, pela companhia e a cumplicidade. Alguns dos meus ex são as minhas ilhas, alguns deles são simplesmente o melhor lugar para entender algum problema, para chorar alguma mágoa ou para morrer de rir depois da maior merda inevitavelmente feita. São concerteza os melhores amigos para as melhores e piores horas.
Claro que isso confunde algumas pessoas um pouco, inclusive as suas respectivas namoradas (as vezes bastante ciumentas). Mas a gente acaba tirando de letra, porque é meio que impossível não acreditar numa amizade sem pretextos e meias verdades vinda da gente. E isso de ser boa e velha amiga dos ex é muito bom, porque mesmo o que foi mal acabado, perdido, dolorido e sofrido pra cacete se transforma num outro motivo pra fazer dar certo, pelo menos a amizade. Vira vontade de passar por cima e entender o que antes era impossível absorver, digerir, acompanhar, respeitar e principalmente aceitar.
Assim não apago com borracha ninguém da minha vida, até porque NÃO SE APAGA NINGUÉM DE VIDA ALGUMA, não preciso mentir pra mim internalizando o "desamor" e vivo sabendo que não passei por cima de nenhum sentimento bom, nenhum amor, mesmo o mais bobinho e imaturo porque concerteza todos eles me ajudaram a ser a pessoa que sou, ensinaram a tomar as atitudes que tomo e a viver o amor nessa atual relação como vivo. Sem cobranças inalcançáveis, com liberdade, com cumplicidade e respeito.
Sim, até o meu primeiro namorinho de portão faz parte desse meu casamento atual.
Tive - para algumas pessoas - muitos namorados, para mim, só o que era necessário ter. Todos eles são muito meus amigos, e eu os adoro. Sim, eu adoro os meus ex! Mesmo depois das brigas. Eu converso com eles, saiu com eles quando dá, aconselho e torço muito pela vida deles e eles pela minha. Estranho? Eu não acho, pelo contrário acho que não preservar a amizade é que é bem louco. Claro que alguns namoros realmente acabam muito mal e existem mesmo algum motivos que podem melar a amizade. No meu caso, aconteceram algumas vezes coisas ruins, que me decepcionaram muito, mas eu preferi encarar do melhor jeito. É, tá aí um campo da minha vida em que sou otimista.
Preferi conversar, ouvir, tentar entender e só terminar sempre que qualquer passo mais adiante acabe a amizade de vez. Prefiro que a amizade, o companheirismo e o amor permaneça. E é por isso que eu ainda os amo muito. Claro que o tipo de amor muda, mas não o interesse pelo bem estar, pela companhia e a cumplicidade. Alguns dos meus ex são as minhas ilhas, alguns deles são simplesmente o melhor lugar para entender algum problema, para chorar alguma mágoa ou para morrer de rir depois da maior merda inevitavelmente feita. São concerteza os melhores amigos para as melhores e piores horas.
Claro que isso confunde algumas pessoas um pouco, inclusive as suas respectivas namoradas (as vezes bastante ciumentas). Mas a gente acaba tirando de letra, porque é meio que impossível não acreditar numa amizade sem pretextos e meias verdades vinda da gente. E isso de ser boa e velha amiga dos ex é muito bom, porque mesmo o que foi mal acabado, perdido, dolorido e sofrido pra cacete se transforma num outro motivo pra fazer dar certo, pelo menos a amizade. Vira vontade de passar por cima e entender o que antes era impossível absorver, digerir, acompanhar, respeitar e principalmente aceitar.
Assim não apago com borracha ninguém da minha vida, até porque NÃO SE APAGA NINGUÉM DE VIDA ALGUMA, não preciso mentir pra mim internalizando o "desamor" e vivo sabendo que não passei por cima de nenhum sentimento bom, nenhum amor, mesmo o mais bobinho e imaturo porque concerteza todos eles me ajudaram a ser a pessoa que sou, ensinaram a tomar as atitudes que tomo e a viver o amor nessa atual relação como vivo. Sem cobranças inalcançáveis, com liberdade, com cumplicidade e respeito.
Sim, até o meu primeiro namorinho de portão faz parte desse meu casamento atual.
domingo, novembro 01, 2009
Sei lá se o que me deu foi dado, sei lá se o que me deu já é meu...*
E bum! Como se naquele exato momento tudo fizesse um sentido enorme a tempos, numa noite de insônia qualquer ouvindo as músicas deprê de sempre encontrei o que não me deixava entender o óbvio. É que eu ainda tenho algumas barreiras antigas, mas naquela noite, sim, aquela noite eram quase 4 da manhã, o teatro mágico ao fundo e eu entendi que não foi você que me deu esses meus rumpantes otimistas, o meu jeito bobo de fumar sentada na varanda vendo a madrugada passar me sentido a mais estranha das estranhas criaturas. Não, eu sempre fui assim mesmo antes de você, eu sempre fui a mais estranha das estranhas criaturas. E a única coisas que você fez foi me dar a possibilidade de ver isso em mim, dividir isso com você.
Porque o que eu achei que você tinha me dado já era meu, e agora eu estou muito mais tranquila por não te ter mais por perto, e finalmente entendi que não era você que me transformava nisso que eu tanto gosto de ser, era eu.
*teatro mágico.
Porque o que eu achei que você tinha me dado já era meu, e agora eu estou muito mais tranquila por não te ter mais por perto, e finalmente entendi que não era você que me transformava nisso que eu tanto gosto de ser, era eu.
*teatro mágico.
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