terça-feira, junho 09, 2009

Dodoi.

Uma boba, sempre potencializando o sofrimento em dores reais. Fiquei doente de novo, porque não consigo controlar-me e tudo acaba sendo psicossomático mesmo.

quinta-feira, junho 04, 2009

Uma outra.

Até o mamão de todas as manhãs hoje tem um novo gosto. Hoje eu sou outra, não tão diferente assim apenas outra. Pelo menos é o que sinto. E me volta aquele gosto de antes, sentimentos de antes, assim, a vida se renova voltando a ser, confuso não? É exatamente assim que me sinto.
Sou o que foi revirado, tenho novos cacos nas mãos. E tantas outras cicatrizes... E nenhuma dor é maior do que o prazer de vivenciar o novo, mesmo que ele venha do revirado. Nenhuma dor é maior. É no revirado que me refaço, compondo-me novamente, reorganizando as mesmas notas. A perfeccionista que eu não sou, ou não me reconheço sendo, entrando em ação.
Surgem sentimentos novos, lógico, surgem idéias novas e eu me refaço não tão totalmente feita do antes, repaginada. Livro antigo reaberto. Aquele jogado num canto qualquer, por causa da dor que causou, do desatino, pelo que não foi entendido, e de repente reaberto. Revisto e revivido pelo meu leitor ávido de descobertas perdidas na experiência anterior.

sexta-feira, maio 29, 2009

Conversa.

Ontem você foi tão sincero. Ontem você disse a verdade, uma verdade que deveria ter me ofendido, me magoado, e eu só posso dizer como foi bom ouví-la. Aquela foi a sinceridade que sempre quis de você, sempre foi desejo maluco meu, te ouvir dizer o que te incomoda porque as vezes me canso de ficar adivinhando.

Eu queria reencontrar as boas palavras, queria poder escrever-te um dos meus melhores textos, mas não consigo, sempre que escrevo para você ou sobre você, acho que não digo tudo, acho que não disse as palavras certas e me sinto uma boba que esqueceu como se faz a coisa que mais faz na vida. Porque você me transporta, e eu sempre vou para um outro lugar quando você chega perto, aquela agonia toda de ter experiências, falar o tempo todo, estar certa, não errar, vai embora. E dá espaço para a menina-mulher "quase mansa" que quer deitar nos seus braços, sentir cheiro de pescoço encostado e rir, rir muito das suas palhaçadas, até que a vontade de chorar a dor do mundo chegue e ela sempre chega. Eu sei que sempre posso chorar ao seu lado como uma desesperada, e minutos depois morrer de rir de qualquer besteira sem que a palavra loucura seja mencionada.

E eu sinto muito por ter dito, sinto também, por não lembrar que disse que você me sufocava. Sinto mesmo, talvez eu estivesse mais uma vez muito tensa para dizer coisas que tivessem sentido. Desculpa.
Sabe, eu não seria capaz de imaginar essa relação nossa, como eu imaginei a anterior com aquele outro cara, nunca. Porque eu não seria capaz de acreditar que o amor pudesse ser isso tudo, não entendia direito cumplicidade antes de você, não achava que a liberdade poderia ir além e vai, não seria capaz de imaginar todas as surpresas e principalmente o 'propagandista'. Você não poderia existir em mim na imaginação, não seria saudável morrer vivendo um amor interno. Você é mais do que eu posso imaginar, mais do ideia para um texto, um conto, um poema, você e pra casar e ter filhos - três se o dinheiro der, e mais dois gatos - constituir família, construir coisas, não é o cara que pode ser resumido num sonho meu.
Meu homem com a estrela assinada, o melhor de mim, a minha própria alma que vai e vem pela cidade construindo e executando coisas, livre, sem dúvidas e queixas, meu lado menino que adora brincar com meu lado menina entre um afazer e outro.
Espero ainda rir muito com você, espero ainda ter conversas como a de ontem.

segunda-feira, maio 25, 2009

Insisto.

Se você me perguntar eu respondo que tenho. Tenho um monte de problemas na sacola, tá a fim de dividir comigo é?! Eu normalmente negaria, mas ando por demais desesperada para me dar esse luxo. Se quer mesmo saber ando aflita com todas as mudanças que estão para acontecer, e aquela sensação de vazio bateu a porta novamente. O seu objetivo é me ajudar?! Então tenha paciência porque teremos que separar os problemas em graus de necessidade. São muitos. Intensos problemas. Mas por favor não se assuste, fique mesmo que no fim não me ajude em nada, ainda sim fique, a sua presença já me conforta.
A vida sempre foi assim, não me importo mais, criei casca.
Não sei até que ponto sou forte. Porém devo ser muito, muito forte mesmo, pelo menos para suportar a dor dos outros sou um rocha. Tenho nesses anos sido muito útil aos que me rodeiam, não dando tanta importância aos grandes erros cometidos pela minha mãe, ignorando todos as terriveis cenas que presenciei, respeitando o direito de ser livre e se envolver com quem quiser, terminando e começando relacionamentos sem se importar muito se eu gostava ou não dos que iam embora, respeitando o direito de permanecer no erro, mesmo que isso me afetasse. Para continuar sendo justa, respeitei o direito do meu pai de não ter me querido, perdoei o seu desejo a minha morte - ou melhor não dei tanta importância-, também respeito o seu sonho maluco de construir um "haren", tento suprir a necessidade dos meus irmãos para que ele não se sinta tão responsável.
Sei que não posso ser o alicerce sozinha, sei que não há justiça nisso, sei que um dia a casa cai. Sei que eu posso não resistir. Mas insisto. Resisto, pelo menos por enquanto. Enquanto houver forças, enquanto não houver vontade de chorar.
Persisto. Insisto. Resisto.
Mas o que importa?!
"...nada é tão triste assim"

sábado, maio 23, 2009

Indigesto.

Azia. Quando penso em você é o que me dá. Eu sei que é assunto velho, que na verdade, nem verdade foi, e que ainda estou remoendo o que não houve. Também lembro que matei você num outro texto a algum tempo atrás. Quero avisar de antemão, continua morto viu?! Só que eu achei um foto sua por aqui jogada, um sentimento meu por você estava guardado do lado dela. Agora que começo a pensar que se talvez eu arrumasse o quarto com mais frequência, eu não reviveria esse tipo de coisa.
Alemanha. Lembrei outro dia quanto te contei minha vontade inexplicavél de ir lá, a sua cara, aquela possibilidade de amor toda, será que você seria capaz de me amar por causa da sua vontade de ir a Alemanha também? Faria algum sentido se isso acontecesse?!
Tudo, ainda bem, aconteceu da melhor forma, para ambos, apesar da não possibilidade de viajar no momento. Nem sei o que quero dizer com isso tudo, onde quero chegar, que diálogo eu penso que posso estabelecer com o menino mudo. Calado sempre.
Ele falou um dia, eu lembro, me disse o que eu queria, um não.