Vivi coisas esses dias que ainda estou digerindo. Um viagem de férias, uma viagem dentro de mim. Conheci pessoas e lugares que me encaminharam a uma releitura da vida. E eu menina-mulher em construção que sou, acabei ficando sem palavras. Mesmo que isso seja a única coisa que eu tenho. Corrigindo, não que esteja literalmente sem palavras, mas é que elas estão trabalhando em outra coisa agora. Estou recompondo, vendo nascer um jeito lindo e novinho em folha de sentir e dizer. Eu que estava farta do de sempre, hoje me permito pensar em outras coisas.
Há mil por hora minha mente vaga procurando verdades, desmentido coisas, destruindo certezas. E confesso que em alguns momentos, entre um crise de pânico e outra, eu me perdi por completo. Eu precisei desesperadamente de um cigarro, uns goles rum, é poucas palavras. Eu precisei dormir um dia inteiro como nunca fiz na vida. Precisei gritar e assustar pessoas. Estava sentindo sem controle, tinha palavras furando a carne, sentimentos revirados e uma ressaca de viver enorme. Precisei jogar cartas noites inteiras. Precisei pensar em sexo, falar de sexo, imaginar sexo, sem fazê-lo. Me apaixonei racionalmente como há muito tempo não fazia. Sentada num cadeira na varanda deixando o tempo passar. Comprei um relógio, e comecei a deter segundos.
Comi jujubas compulsivamente. Comi tudo compulsivamente. Fiz compulsivamente. E tive calma por mais paradoxo que isso possa parecer. Decidi coisas, revisitei memórias. E desde então quando estou entre pessoas só observo. Quando estou só, me concentro. A hiperatividade que se foda, eu quero viver um pouquinho sobre o meu controle.
Quero questionar algumas verdades absolutas e se elas não forem muito boas, desistir delas. Sem medo de ser punida. Sem falsa fé. Romper é o que eu pretendo. Mesmo que isso possa me levar ao pó. Romper é o meu novo desejo. Chega de procuras vazias. Escrever sobre a vida será minha nova meta e é por isso que eu vou acordar todos dias daqui pra frente.
segunda-feira, setembro 26, 2011
domingo, agosto 14, 2011
Quase boa. Quase inteira. Quase sã.
Não lembro o dia que não senti dor, depois daquela primeira dor há 9 anos atrás. Não lembro de me sentir inteira por mais de um dia na vida e só aceitei a ideia de ser sã, quando entendi, que isso significava estar distante da máxima do ser normal, porém também não me sinto sã por muito tempo.
Pode-se dizer que sou um quase. Quase um erro para os meus pais, quase uma dor desconhecida para os meus médicos, quase um amor para os meus amigos-irmãos e quase uma mulher para o Dito (marido).
Não entendo nada no mundo. As vezes, sinto que exitem tantas pessoas, tantas certezas, tantas razões que desconheço, que eu não faço parte e por isso decido desbravar antes de fazer planos no desconhecido. Vivo de dias de descoberta e cansaço. Medos e alegrias constantes. E percebo que não dou conta, das pessoas, das certezas e de tantas razões. Que o lógico mesmo seria sentar numa cadeira de vime do lado do portão da casa que foi do meu avô e só observar o tempo passar, as pessoas e as nuvens passarem, e aceitar que eu só conhecerei as pessoas, as certezas e as razões que atravessarem meu caminho e que não é inteligente almejar nada além disso.
A dor para mim é um costume. As vezes me percebo tão imersa nas coisas da vida e atenta aos meus afazeres, que acabo nem sentindo a sua latência, acho estranho sento por dois minutos, diminuo meus movimentos, chamo a minha atenção, calo o meu corpo e lá está a dor caladinha como a minha gata quando chego em casa e a pego dormindo na minha cama, caladinha esperando que eu volte a minha atenção para ela para voltar a existir. E juntas continuarmos na nossa estrada da coexistência.
Tenho um sentimento engraçado cá dentro do peito, complicado de confessar, atrelado a uma certa vergonha de existir. Mas é preciso, é preciso me despir deste tecido puído que me recobre, é preciso tecer um novo manto. Não sou ainda o que gostaria de ser nessa vida, entenda-me, também não pergunte o que eu quero nessa vida, porque eu não sei. Só tenho a certeza de que há algo em mim que quer ser outra coisa, e não precisa ser maior ou menor que o que sou atualmente só de me tornar algo que acalme meu espírito já basta. São anseios de todos os tipos, profissionais, pessoais, femininos e artísticos. Então não há satisfação completa com tantas coisas em suspenso.
Não pretendo ser previsível, normal, aceitável. Assim como acredito que não sou exemplo para ninguém. Minha mente é o meu inferno e o meu céu. É onde eu existo plenamente e sem máscaras, é em mim o lugar mais inseguro para se estar e onde eu passo a maior parte do meu tempo.
Não sou um conceito. Não sou um definição. Sou um quase. Sou um talvez. Um alguém que acha que é maior do que realmente é, um ser sem paz, uma criatura que não sabe nenhuma das respostas das muitas perguntas que faz. Uma louca vivendo como se ninguém notasse que no fundo ela não pertence e não fica bem em lugar nenhum. Está mais para um filme feito para televisão que nunca passará no cinema, um texto de verso de página de um escritor iniciante que nunca será inserido num livro, um esboço de um dos primeiros desenhos de um cartunista perfeccionista que nunca o terminará.
*imagem arquivo pessoal.
Marcadores:
escritos,
mim,
pensamentos,
sentimento,
vida
sexta-feira, julho 15, 2011
Sentindo sem controle
Tenho alma de menina sapeca, acredito e espero mesmo que a minha alma não envelheça. Mas o meu rosto, meu corpo vem dando sinais. Não de uma velhice próxima, mas sim de sua construção. Ninguém fica velho da noite para o dia, as pessoas envelhecem cotidianamente.
Não tenho medo de envelhecer, nem tenho vaidade o suficiente para me importar com isso. Só não quero ficar cansada da vida, cheia de achismos e arrotando vivências, não quero usar a frase 'sei bem como é', odeio quando usam comigo, sei que por mais que você se esforce, cada pessoa vive de um jeito, internaliza como sabe e entende como quer, então ninguém sabe como é que as coisas acontecem comigo ou o quanto significam para mim.
Ando fraca novamente, sinto que estou entrando numa crise, que sabe-se lá quanto vai durar, depois da última confesso que não tenho mais medo, só espero que eu aprenda o mais rápido possível o que ela quer me ensinar e que passe.
Tenho vivido dias bons, encontrando amigos queridos sempre, o que ainda mantem o vínculo com o mundo exterior. Gostaria de conseguir tecer comentários sobre o que eu tenho pensado ultimamente, mas não sou capaz, estou sentindo sem controle, sem me poupar. Sempre foi assim... Doando, doando tudo sempre.
Lembrando sempre que 'se eu tivesse mais alma para dar eu daria, isso para mim é viver'.
Não tenho medo de envelhecer, nem tenho vaidade o suficiente para me importar com isso. Só não quero ficar cansada da vida, cheia de achismos e arrotando vivências, não quero usar a frase 'sei bem como é', odeio quando usam comigo, sei que por mais que você se esforce, cada pessoa vive de um jeito, internaliza como sabe e entende como quer, então ninguém sabe como é que as coisas acontecem comigo ou o quanto significam para mim.
Ando fraca novamente, sinto que estou entrando numa crise, que sabe-se lá quanto vai durar, depois da última confesso que não tenho mais medo, só espero que eu aprenda o mais rápido possível o que ela quer me ensinar e que passe.
Tenho vivido dias bons, encontrando amigos queridos sempre, o que ainda mantem o vínculo com o mundo exterior. Gostaria de conseguir tecer comentários sobre o que eu tenho pensado ultimamente, mas não sou capaz, estou sentindo sem controle, sem me poupar. Sempre foi assim... Doando, doando tudo sempre.
Lembrando sempre que 'se eu tivesse mais alma para dar eu daria, isso para mim é viver'.
terça-feira, julho 12, 2011
Dignidade.
"E aqui preciso deter-me um pouco para explicar o que significa, para mim, “digno” ou “dignidade”. Nem é tão complicado: dignidade acontece quando se é inteiro. Mas o que quer dizer ser “inteiro”? Talvez, quando se faz exatamente o que se quer fazer, do jeito que se quer fazer, da melhor maneira possível. A opinião alheia, então, torna-se detalhe desimportante. O que pode resultar – e geralmente resulta mesmo – numa enorme solidão. Dignidade é quando a solidão de ter escolhido ser, tão exatamente quanto possível, aquilo que se é dói muito menos do que ter escolhido a falsa não-solidão de ser o que não se é, apenas para não sofrer a rejeição tristíssima dos outros."*
Não posso querer mais, já vivencio o desejar infinito. Não quero aceitar a não-solidão que me impediria de ser. Não devo desistir de ser inteira, exatamente como o Caio falou sobre Cláudia, sendo digna. Mesmo que fure a carne, mesmo que eu questione tudo sempre, e que o tempo todo eu tenha dúvidas, que a felicidade não seja constante, eu quero estar numa terça a tarde de pés descalços na areia da praia esperando o sol se pôr, esperando o desespero diminuir. Que eu me permita gritar, sorrir e no segundo seguinte chorar copiosamente se isso me levar a esse conhecimento profundo e cotidiano diário.
Mesmo que um dia lá na frente eu acabe mesmo sem diploma, sem dinheiro, sem pertences, desde que me sobrem os livros que li, as músicas que ouvi, as pessoas que conheci, os amores que vivi, e o único egoísmo do qual não abro mão, o de não deixar de ser o que sou, não desistir de me tornar o melhor de mim.
Não desisto, não cedo e não troco por coisa alguma.
Ser intensa. Inteira. Tudoaomesmotempoagora. Eu.
*Caio F. http://caiofcaio.blogspot.com/2010/11/meu-amigo-claudia.html
Não posso querer mais, já vivencio o desejar infinito. Não quero aceitar a não-solidão que me impediria de ser. Não devo desistir de ser inteira, exatamente como o Caio falou sobre Cláudia, sendo digna. Mesmo que fure a carne, mesmo que eu questione tudo sempre, e que o tempo todo eu tenha dúvidas, que a felicidade não seja constante, eu quero estar numa terça a tarde de pés descalços na areia da praia esperando o sol se pôr, esperando o desespero diminuir. Que eu me permita gritar, sorrir e no segundo seguinte chorar copiosamente se isso me levar a esse conhecimento profundo e cotidiano diário.
Mesmo que um dia lá na frente eu acabe mesmo sem diploma, sem dinheiro, sem pertences, desde que me sobrem os livros que li, as músicas que ouvi, as pessoas que conheci, os amores que vivi, e o único egoísmo do qual não abro mão, o de não deixar de ser o que sou, não desistir de me tornar o melhor de mim.
Não desisto, não cedo e não troco por coisa alguma.
Ser intensa. Inteira. Tudoaomesmotempoagora. Eu.
*Caio F. http://caiofcaio.blogspot.com/2010/11/meu-amigo-claudia.html
Marcadores:
certeza,
livro,
música,
sentimento,
vida
segunda-feira, junho 27, 2011
Precisa-se.
Como posso sentir saudades do que não vivi, nem vi acontecer? Como me prender a planos e sonhos de tantos anos atrás? A vida é feita de fases não é? Então me diz em que fase me encontro? Estou com medo de parar de ver o lado bom do presente e começar a viver de passado, pior, passado que não existiu. Futuro desejado, planejado, porém não concretizado, ou seja, também inexistente.
O que eu tenho? Além do presente e do ausente? O que sou além de sonho e dúvida? Para onde ir se não consegui escolher o caminho ainda?
Olhos nos olhos, conversa baixinha, segredos, sonhos, planos, amor, carinho, leveza, afeto que escapa pelos poros, estou precisando de doses cavalares de tudo isso. Doses que substituam o frontal e o tilex de outrora. Quero sanar a dor com amor, dá pra ser?
Franco, honesto, sem reservas.
SEM RESERVAS, prometo. Torço para que eu consiga e se você puder torce por mim também que eu estou precisando.
Demostração de afeto na veia, now.
O que eu tenho? Além do presente e do ausente? O que sou além de sonho e dúvida? Para onde ir se não consegui escolher o caminho ainda?
Olhos nos olhos, conversa baixinha, segredos, sonhos, planos, amor, carinho, leveza, afeto que escapa pelos poros, estou precisando de doses cavalares de tudo isso. Doses que substituam o frontal e o tilex de outrora. Quero sanar a dor com amor, dá pra ser?
Franco, honesto, sem reservas.
SEM RESERVAS, prometo. Torço para que eu consiga e se você puder torce por mim também que eu estou precisando.
Demostração de afeto na veia, now.
Assinar:
Postagens (Atom)


